Onyx Lorenzoni fecha acordo com a PGR para encerrar investigação sobre caixa 2 em sua eleição

Ministro de Bolsonaro assumiu que praticou o crime, pediu "desculpas" e vai pagar R$189 mil para o arquivamento da ação; acordo tem que ser validado pelo STF

Em nota divulgada nesta segunda-feira (3), a defesa do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, informou que fechou um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que sejam encerradas as investigações sobre caixa 2 em sua campanha eleitoral para deputado federal em 2014.

Em 2019, Lorenzoni já havia confessado que praticou o crime e pediu “desculpas”. Com a PGR, ficou acordado que o ministro pagará R$ 189 mil em troca do arquivamento da ação. O acordo ainda precisa ser validado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em sua campanha para deputado em 2014, Onyx recebeu R$100 mil via Caixa 2 – valores não declarados – da JBS. Após admitir a corrupção, o ministro disse que fez uma tatuagem para “lembrar o erro”.

“Eu fiz isso para que eu nunca mais erre. Isso é para me lembrar do dia em que eu errei”, disse Lorenzoni, sobre a tatuagem, uma reprodução do versículo bíblico do evangelho de João (8:32): “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”, com a palavra liberdade escrita logo abaixo.

O acordo para cessarem as investigações foi possível graças à Lei Anticrime, que entrou em vigor em janeiro deste ano.

Confira, abaixo, a íntegra da nota da defesa do ministro sobre o acordo.

A defesa do Deputado Federal Onyx Lorenzoni firmou acordo de não-persecução penal com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele admitiu o recebimento de doações em sua campanha eleitoral para Deputado Federal e pagará R$ 189 mil como prestação pecuniária, recursos que buscará através de empréstimo bancário. Afirmamos que nosso cliente decidiu procurar as autoridades com a intenção de colaborar e dar um desfecho final ao processo. Recordamos também que, quando a delação da JBS veio a público, o Deputado Onyx desconhecia a origem do recurso.

Ademais, diante da nova legislação processual e com a intenção de solucionar isso de uma vez por todas, foi postulado junto à Procuradoria-Geral da República o acordo de não-persecução penal. Agora, esperamos que o Supremo homologue o acordo e a causa seja extinta.

Brasília/DF, 03 de agosto de 2020.

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Ivan Longo

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