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20 de fevereiro de 2020, 08h02

Ordem no Exército é não vincular imagem de militares a Bolsonaro

Militares já reconhecem desgaste no Exército após associação ao governo Bolsonaro

Bolsonaro com militares (Foto: Marcos Corrêa /PR)

O governo de Jair Bolsonaro está aos poucos multiplicando seus membros que possuem alguma ligação com as Forças Armadas. Em episódio mais recente, o ex-capitão convidou o general Walter Souza Braga Netto para assumir a Casa Civil no lugar de Onyx Lorenzoni, fazendo com que todos os ministros que atuam no Palácio tenham ligação com as Forças Armadas. A proximidade, no então, não é vista com bons olhos e militares reconhecem que há um desgaste por essa ligação com o governo.

Desde que chegou ao comando do Exército, em janeiro do ano passado, pouco depois de Bolsonaro assumir a Presidência, Edson Leal Pujol deu ordens para que militares voltassem para o fortalecimento da instituição. O medo é que o desgaste do governo afete também o Exército.

“O erro do governo talvez seja o excesso de vezes que recorre às Forças Armadas para tentar solucionar problemas pontuais. Há excelentes quadros entre os militares, mas não se pode misturar as atividades”, afirma um general, em entrevista ao UOL.

Quando Braga Netto assumiu a Casa Civil, o próprio general reforçou que há uma separação institucional entre a Presidência e as Forças Armadas. “As Forças Armadas são instituições de Estado e, portanto, não estão no governo. Dedicam-se ao cumprimento de suas missões constitucionais, e isso não muda pelo fato de haver militares servindo ao governo”, afirmou.


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