sábado, 31 out 2020
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Organizações ambientais condenam discurso de Bolsonaro na ONU: “delirante e irresponsável”

Entidades variaram em seus adjetivos mas concordaram no que significou a fala do presidente brasileiro, que consideraram que “não foi digna de um chefe de Estado”

Onde houve quase unanimidade com respeito às apreciações ao discurso de Jair Bolsonaro na ONU foi entre as organizações ambientais. A chance de encontrar uma opinião que não seja de repúdio à fala do presidente brasileiro é diminuta, e talvez impossível.

Entre as entidades mais conhecidas, a condenação foi total. Uma matéria da DW Brasil ouviu algumas delas e recolheu diversos ardjetivos, como “delirante”, “irresponsável”, “constrangedor”, “infundado”, entre outros.

Uma das entidades que se manifestou foi o Observatório do Clima, que publicou uma nota dizendo que “Em pouco mais de 14 minutos de uma fala calculadamente delirante, o presidente mais uma vez expôs o país de forma constrangedora e confirmou as preocupações dos investidores internacionais que pensam em sair do Brasil”.

Por sua parte, o Greenpeace enfatizou que as informações usadas por Bolsonaro, que classificou como “delirantes”, acontecem em um momento em que biomas como a Amazônia e o Pantanal sofrem com devastação em níveis recorde: “a política antiambiental do atual governo está derretendo a imagem do Brasil lá fora e prejudicando a economia nacional (…) O país que antes já foi visto como liderança na questão ambiental foi o que mais destruiu suas florestas no mundo todo, em 2019, segundo dados da Global Forest Watch. Em 2020 os dados mostram que a situação só se agravou”.

Já a entidade WWF (sigla em inglês do Fundo Mundial para a Natureza) fez uma análise mais lapidária do discurso bolsonarista: “uma fala cheia de acusações infundadas e ilações sem base científica, que não condiz com o papel de um chefe de Estado”.

A WWF é a mesma entidade que o bolsonarismo costuma acusar (sem provas) de ser responsável pelas queimadas na Amazônia, devido a que recebe doações do ator estadunidense Leonardo DiCaprio, cujo ativismo ecológico o transformou em um crítico costumaz do governo de Bolsonaro.

Redação
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