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02 de abril de 2019, 14h27

Otimista com privatizações, Bradesco mira Petrobras após desmonte de empresas ligadas a Lava Jato

Renato Ejnisman, diretor executivo do Bradesco, disse que nos últimos anos o mercado foi movimentado pelas vendas de empresas ligadas à operação Lava Jato, que precisavam se capitalizar após o desmonte realizado pela ação e que, passada essa fase, o mercado se volta às privatizações

Foto: Reprodução

Em evento nesta terça-feira (2) que reuniu mais de 500 agentes do sistema financeiro, entre eles 60 estrangeiros, diretores do Bradesco demonstraram otimismo com a política de privatizações do governo Jair Bolsonaro (PSL) – capitaneada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes – e já projetam cerca de R$ 110 bilhões em vendas de ações da Petrobras, qua atualmente são administradas por bancos públicos, como o BNDES e a Caixa Econômica.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Renato Ejnisman, diretor executivo do banco, disse que nos últimos anos o mercado foi movimentado pelas vendas de empresas ligadas à operação Lava Jato, que precisavam se capitalizar após o desmonte realizado pela ação e que, passada essa fase, o mercado se volta às privatizações.

Marcelo Noronha, vice-presidente do banco, prevê que nos próximos 2 anos, serão privatizados R$ 57 bilhões serão em IPOs (abertura de capital), R$ 101 bilhões em follow-ons (vendas de ações, incluindo as ações de Petrobras detidas pelo BNDES e Caixa) e R$ 62 em fusões e aquisições.

Noronha disse que os R$ 220 bilhões equivalem a 30% do total que poderia ser privatizado, segundo estimativa inicial do secretário Salim Mattar (Privatizações), que previu cerca de R$ 700 bilhões em ativos estatais que poderiam ser vendidos.

O banqueiro acredita ainda que os “obstáculos” para a reforma da Previdência – como o atrito entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ) – serão removidos.

“Estou olhando com otimismo e otimismo também em relação a aprovação da reforma da Previdência”, disse Noronha. “Pedra no caminho, não só o governo, que tem burocracia natural, todos nós vamos encontrar. Obstáculos têm, mas são removíveis”.

Com a reforma, o banco projeta um aporte de US$ 150 bilhões na bolsa de valores, que impulsionaria a política de privatizações do governo.

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