Padilha chama Doria de assassino caviar

"Senhor João Doria Júnior, se as vítimas tem nome e sobrenome, o assassino tem nome e sobrenome: é o senhor", declarou Padilha no plenário da Câmara; assista

O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) subiu na tribuna da Câmara dos Deputados na noite desta segunda-feira (2) para criticar a chacina realizada na favela de Paraisópolis, em São Paulo, na madrugada de sábado para domingo, quando PMs reprimiram um baile funk e deixaram nove jovens mortos.

“Senhor João Doria Júnior, se as vítimas tem nome e sobrenome, o assassino tem nome e sobrenome: é o senhor”, declarou Padilha, que lembrou que Doria disse no dia de sua posse que a polícia de São Paulo estaria autorizada a atirar para matar.

“Talvez hoje a noite o senhor não ouça o choro das mães que perderam seus filhos […], as vozes da favela que pedem paz, mas saiba o senhor: a mancha de assassino estará gravada a sua vida inteira, e a favela e o povo de São Paulo não o perdoará nunca mais”, declarou ainda.

O parlamentar leu ainda um texto do produtor cultural Bruno Ramos, articulador nacional do Movimento Funk e colunista da Mídia Ninja. “A reflexão mais imediata é a de que, despreparada e com cartão verde para oprimir a população periférica, a Polícia do Estado de São Paulo é a grande responsável. Quem aperta o gatilho porém recebe ordens e essas ordens saem do mesmo local que poderia criar uma política cultural decente e inclusiva para a quebrada”, diz trecho do texto lido.

Ao compartilhar o vídeo com a fala na tribuna, o ex-ministro ainda chamou Doria de “assassino caviar”. “O genocida do palácio dos Bandeirantes não ouvirá o choro das mães, mas, a história e as vozes da periferia não o perdoarão”, completou.

Assista:

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