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03 de outubro de 2018, 10h27

Padre investigado por receber recursos de empreiteiras pede votos para Bolsonaro em missa

O TSE firmou entendimento, em agosto, de que pedido de voto em evento religioso pode configurar abuso de poder econômico

Padre Moacir. Foto: Reprodução YouTube

O padre Moacir Anastácio de Carvalho, investigado por receber recursos de empreiteiras citadas na Lava Jato, pediu votos, neste domingo (30), para o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, durante celebração da missa, na Paróquia São Pedro, em Taguatinga Sul.

Moacir não citou diretamente Bolsonaro, mas disse que “tem uma campanha feita pelas moças da Rede Globo totalmente contrárias à palavra de Deus: o ‘nele não’. E eu te digo, nele sim, pois é o único cristão que nós temos aí”, afirmou.

O padre justifica seu pedido aos fiéis:

“Nele sim, porque só ele é contra o aborto; só ele é cristão. Ele é contra tudo aquilo que a Palavra é contra e que eu sou contra, então, esse já tem meu voto garantido.”

O Tribunal Su­perior Eleitoral (TSE) fir­mou entendimento, em agosto, de que pedido de voto em evento religioso pode configurar abuso de poder econômico. A tese foi imposta no julgamento que levou à cassação do mandato do depu­tado estadual Márcio José Oliveira (PR-MG) e do candidato a deputa­do federal Franklin Roberto Souza (PP-MG) na campanha de 2014. Com a decisão da Corte eleitoral, os dois se tornaram inelegíveis por oito anos.

Posicionamento contrário à CNBB

Ao servir de cabo-eleitoral de Bolsonaro, padre Moacir se colocou contrariamente ao posicionamento da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que declarou não apoiar nenhum candidato no pleito deste ano. “Ressaltamos que em razão de sua natureza e conforme já registrado em mensagem publicada este ano, a entidade não se manisfesta a favor de nenhuma candidatura ou partido político”, ressaltou a entidade em nota ao Metrópoles.

Sobre o caso específico do sacerdote, a CNBB recomendou à reportagem do Metrópoles procurar a Arquidiocese de Brasília, que, por sua vez, não se manifestou até a última atualização deste texto.

Relações políticas

Em maio de 2016, Moacir viajou a Curitiba para explicar a investigadores a origem e o uso de R$ 950 mil recebidos de empreiteiras para a realização do Pentecostes em 2014. Parte desse dinheiro teria sido doado por empresas citadas na Operação Lava Jato, que teve um dos alvos o ex-senador Gim Argello (PTB-DF)

Após mais de um ano de investigação, a Polícia Federal inocentou o pároco da participação de qualquer esquema de corrupção.

Com informações do Metrópoles


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