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31 de janeiro de 2020, 06h38

Para Bolsonaro, foto de Moro com Bretas e diretor da PF foi provocação, diz Veja

Em reportagem em que detalha o que ela diz ser um "plano para afastar Sergio Moro da disputa presidencial", Veja diz que foto de Moro em reunião fora da agenda com amigos da Lava Jato foi vista como provocação por Bolsonaro

Marcelo Bretas, Sergio Moro e Maurício Valeixo (Reprodução/Twitter)

Uma foto da visita fora da agenda do ministro da Justiça, Sergio Moro, ao juiz Marcelo Bretas na última terça-feira (28), que contou com a presença do diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, teria sido recebida por Jair Bolsonaro no Planalto como uma provocação, após a mais recente crise entre os dois, depois que o presidente sinalizou que poderia dividir o Ministério da Justiça em dois, retirando poder do ex-magistrado.

Em reportagem na edição que vai às bancas nesta sexta-feira (31), a revista Veja detalha o que ela diz ser um “plano para afastar Sergio Moro da disputa presidencial”.

O texto diz que Bolsonaro teria confidenciado a assessores que entendeu divulgação do encontro entre os três amigos da Lava Jato teria sido uma provocação. Valeixo já foi alvo de Bolsonaro, que em agosto do ano passado cogitou tirá-lo do comando da PF após a divulgação de uma investigação sobre o deputado Hélio Lopes, o Hélio Negão, fiel escudeiro do clã presidencial.

O presidente, no entanto, não teria tocado no assunto na conversa que teve com o ministro um dia depois. O clima teria sido de cordialidade, embora Bolsonaro não confie nas promessas do ministro de não se candidatar à eleição presidencial em 2022.

Contra isso, Bolsonaro teria recebido dois “desafetos” de Moro e um deles teria detalhado um plano que está sendo conduzido no Congresso para afastar a possibilidade de Moro concorrer ao Planalto.

A ideia é aprovar um projeto do deputado Fábio Trade (PSD-MS) que prevê quarentena de seis anos para juízes e membros do Ministério Público que decidirem deixar a carreira e disputar eleições.

Diante disso, o objetivo seria alçar Moro a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). E, mesmo que ele decida um dia deixar novamente a magistratura para se candidatar à Presidência, teria que aguardar essa janela, dando tempo suficiente para Bolsonaro cumprir seu projeto de continuar no poder.

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