Para Erica Malunguinho, #EleNão é importante para tirar máscara de movimentos geradores de ódio

A candidata acredita que é preciso que as mulheres que estão na corrida eleitoral se posicionem em relação ao movimento para mostrar que há um contraponto às ideias dele. “Ao mesmo tempo que existem figuras como ele, existem pessoas como nós”, pondera.

De acordo com Erica Malunguinho (PSOL), candidata à deputada estadual por São Paulo, o movimento #EleNão é importante para “a gente tirar essa máscara de movimentos que são geradores do ódio” e para mostrar que a apatia social que se vê sobre a política não atingiu as mulheres. “Somos seres que querem projetar um País diferente, mas que não desejamos esse caminho [de Bolsonaro]”, diz.

Segundo Erica, ela também diz #EleNão por Bolsonaro ser “a representação fiel de tudo o que violenta a existência das pessoas. A representação da dor, do ódio, da morte, da violência…” Além disso, a candidata acredita que é preciso que as mulheres que estão na corrida eleitoral se posicionem em relação ao movimento para mostrar que há um contraponto às ideias dele. “Ao mesmo tempo que existem figuras como ele, existem pessoas como nós”, pondera.

Para isso, segundo ela, é preciso construir um novo imaginário, dando mais visibilidade para mulheres, negros e população LGBT. “A gente naturalizou essas ausências, o que faz com que esses corpos estejam invisíveis, que só sejam vistos como coadjuvantes”, destaca a candidata. “Um antídoto para isso é exatamente colocar esses corpos nos espaços de decisão”.

Erica também diz que o discurso do presidenciável para melhorar a segurança púbica só é gerador de mais violência. Para ela, pensar nessa questão é levar em consideração educação, saúde, moradia e qualidade de vida antes de tudo. “Para que não sejam criados novos focos de violência”, explica.

No dia 29 de setembro espera-se uma grande mobilização de mulheres pelo Brasil contra a eleição de Jair Bolsonaro. Essa reação nas ruas veio da hashtag #EleNão, que começou a circular nas redes sociais e mobilizou artistas, pensadoras e políticas. Até o dia do ato, a Fórum irá entrevistar mulheres que aderiram à campanha.

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Giorgia Cavicchioli

Repórter da Fórum em São Paulo.

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