O que o brasileiro pensa?
13 de março de 2020, 11h14

Para evitar coronavírus, Maia sugere debater projetos da Câmara por WhatsApp

Presidente da Câmara disse ainda que a agenda dos próximos 45 dias deverá focar no combate aos efeitos econômicos da pandemia

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), sugeriu nesta quinta-feira (12) reduzir a presença de deputados no plenário como forma de evitar possíveis contaminações por coronavírus. Uma das soluções apresentadas por ele foi a de debater projetos antes das votações por WhatsApp.

“Não sei se a gente deve suspender ou ampliar um pouco mais a limitação do acesso inclusive dos deputados ao plenário, priorizar os projetos que são de consenso”, afirmou Maia, em entrevista à Folha de S.Paulo.

“Dá para fazer votação por acordo. Entram poucos líderes, acerta o texto antes, faz o acordo no Whatsapp, ‘esse é o texto final’. O relator pega a opinião de todo mundo no WhatsApp, no computador, e depois vai no plenário só respaldar aquilo que todo mundo acertou. É mais trabalhoso”, disse.

O presidente da Câmara disse ainda que a agenda dos próximos 45 dias deverá focar no combate aos efeitos econômicos do coronavírus e cobrou do governo Bolsonaro medidas de curto prazo para lidar com o problema.

“Tem matérias que poderiam ter avançado mais rápido e esses conflitos que muitas vezes aparecem na relação entre os Poderes acabam atrasando alguns projetos. Poderíamos ter avançado mais em algumas pautas se a relação não fosse de vai e volta, bons momentos e momentos conflituosos? Poderíamos”, disse.

Deputados e senadores também avaliam interromper os trabalhos no Legislativo por conta do avanço do coronavírus no Brasil. Desde que o secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, testou positivo para a doença, parlamentares estão receosos com a contaminação.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e o deputado Jorginho Mello (PL-SC) estavam na comitiva que viajou com o presidente Jair Bolsonaro e Wajngarten aos Estados Unidos. Contudo, sem saber ainda da confirmação de coronavírus no chefe da Secom, Nelsinho e Jorginho compareceram em reuniões do Congresso esta semana.



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