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28 de Maio de 2019, 16h57

Para Flávio Dino, a esquerda perdeu “a batalha política da classe média”

“Não adianta blocarmos o bolsonarismo. Precisamos cindir o pacto antinacional e antipopular, e isolar o bolsonarismo hard. Precisamos ter amplitude”, disse o governador Maranhão

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Na avaliação de Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, a esquerda perdeu “a batalha política da classe média”, que aceitou a pauta da corrupção como fonte de todas as tragédias sociais e políticas brasileiras.

Por isso, segundo ele, é necessário recuperar hegemonia. “Setores majoritariamente da classe média é que estavam na rua neste domingo (26). E sem eles nós não revertemos a defensiva estratégica em que estamos desde 2013. Não adianta ganhar hashtags”, afirmou.

Dino participou da cerimônia de abertura do V Salão do Livro Político, na noite desta segunda-feira (27), no Tuca, em São Paulo.

O governador maranhense dividiu a mesa com Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Educação; Erica Malunguinho (PSOL), deputada estadual; Celso Amorim, ex-chanceler; e o ator Sérgio Mamberti.

Segundo Dino, há uma direita política que é explicitamente preconceituosa e violenta, que não se envergonha, por exemplo, de arrancar uma faixa em defesa da educação na Universidade Federal do Paraná, e comemorar a ação.

Lulismo

“Eles conseguiram cindir o bloco histórico do lulismo”, declarou. Para ele, essa linha de pensamento, conhecida como lulismo, “com todas as suas insuficiências”, ameaçou um monopólio cultural e social brasileiro, exercido pela elite e pela classe média. “Não adianta blocarmos o bolsonarismo. Precisamos cindir o pacto antinacional e antipopular, e isolar o bolsonarismo hard. Precisamos ter amplitude”.

Com informações da RBA


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