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11 de abril de 2019, 22h06

Para líder do PSL na Câmara, lugar de olavistas “é fora do barco”

“Enquanto nós tivermos várias tribos num determinado ministério, você não tem o comando. Se perde o comando, são várias tribos se atritando”, declarou Delegado Waldir

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Delegado Waldir (GO), líder do PSL na Câmara Federal, declarou nesta quinta-feira (11) que o lugar de alunos, ex-alunos e admiradores do escritor Olavo de Carvalho é fora do governo. Em entrevista para O Globo, Waldir fez um balanço dos 100 dias de Jair Bolsonaro na presidência.

Ele disse que existem muitos acertos, porém, apontou falhas na articulação política e na disputa interna entre “tribos”, especialmente no Ministério da Educação.

“Enquanto nós tivermos várias tribos num determinado ministério, você não tem o comando. Se perde o comando, são várias tribos se atritando. Acho que tem que ter um comando único. Separar militares, técnicos, olavistas e políticos. Separar e colocar cada um no seu quadrado”, destacou.

Questionado sobre qual seria o “quadrado” dos olavistas, respondeu: “O quadrado dos olavistas seria, para mim, em razão da postura ideológica muito forte, pular fora do barco para que o presidente possa governar com tranquilidade”.

Influência

Ele ressaltou que o “guru” da família Bolsonaro, Olavo de Carvalho, tem influência direta em dois ministérios: Educação e Relações Exteriores.

“É injusto um grupo ter dois ministérios e atacar o governo, atacar militares, atacar outros grupos existentes dentro do governo. Seria bom estarem fora até para pacificar”, acrescentou.

Polêmicas

O Delegado Waldir protagonizou nesta semana algumas polêmicas. Na terça-feira (9), durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados para debater a reforma da Previdência, a sessão foi suspensa, porque houve alguns deputados que disseram que tinha um parlamentar armado entre eles, e que seria o líder do PSL.

Já nesta quarta (10), o Delegado Waldir afirmou que as crianças deveriam começar a trabalhar aos 12 anos. Para o deputado, a mudança ajudaria a reduzir a taxa de mortalidade entre os jovens.


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