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29 de maio de 2018, 13h47

Para Luiz Fux, greve dos caminhoneiros coloca eleições em risco

Paralisação preocupa o presidente do TSE: “Se um movimento semelhante ocorrer em outubro, pode afetar a distribuição de urnas eletrônicas e a locomoção de pessoas até os locais de votação”

Foto: Carlos Moura/STF

O ministro do Supremo Tribuna Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux demonstrou preocupação com a greve dos caminhoneiros, que está em seu nono dia. Para ele, as eleições podem estar em risco. Com o objetivo de evitar este cenário, Fux prometeu discutir maneiras de assegurar o pleito, com a ajuda das forças federais de segurança, informa Sérgio Rodas, do Conjur.

A greve de caminhoneiros “acendeu um sinal quanto à própria realização das eleições”, disse o ministro. E acrescentou, afirmando que se um movimento semelhante ocorrer em outubro pode afetar a distribuição de urnas eletrônicas e a locomoção de pessoas até os locais de votação.

Fux disse que, como cidadão, considera a paralisação de caminhoneiros um “movimento absolutamente irresponsável”. Declarou, ainda, que juízes não podem decidir só com base na opinião pública. “Juízes não podem fazer pesquisa de opinião pública. Mas quando se trata de questões morais, é preciso ouvir a sociedade. O Judiciário não tem Exército, não é autofinanciável, tem um compromisso com o povo. Muito embora não se diga isso, todo poder se exerce em nome do povo, pelo povo e para o povo. Hoje, se uma decisão dependesse do sentimento do povo, acho que seria contra a greve”.

Na última sexta-feira (25/5), Fux havia falado que o fato de o STF ter sido chamado, pela Advocacia-Geral da União, para desbloquear as rodovias é um exemplo típico de ativismo judicial. Essa “greve de empregadores”, de acordo com ele, não deve ser resolvida pelo tribunal, e sim por um “ato de força”.


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