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22 de julho de 2018, 12h01

Para presidente do Ibope, eleição de 2018 será a mais difícil da história

Carlos Augusto Montenegro tem algumas apostas: “Bolsonaro perde para qualquer um no segundo turno. O voto nele não é ideológico de direita. É como o voto nulo, no Enéas ou no Tiririca”

O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, declarou que o pleito de outubro “será a eleição mais difícil da história do Brasil”. Em entrevista a Bernardo Mello Franco, em O Globo, Montenegro se diz impressionado com o desinteresse pelo voto e faz o seguinte diagnóstico: “A população está enojada com a política. Nunca vi o eleitor tão frio e desmotivado”.

Mesmo com esse cenário, ele faz algumas análises sobre o desempenho dos candidatos. Para ele, Jair Bolsonaro não será eleito. “Ele perde para qualquer um no segundo turno. O voto do Bolsonaro não é ideológico de direita. É como o voto nulo, no Enéas ou no Tiririca”, considera.

Montenegro também aposta que Marina Silva não chega ao segundo turno. “O que ela tem hoje é recall das últimas eleições. Quando o horário eleitoral começar, isso se esfacela. Ela vai sumir”, garante. Ele diz que Ciro Gomes corre o mesmo risco, caso não consiga fechar alianças, pois terá pouco tempo de TV.

Na opinião do presidente do Ibope, o desempenho de Geraldo Alckmin é um mistério. “Há um cansaço brutal com o PSDB. O caso do Aécio Neves foi quase um tiro de misericórdia. A dúvida é saber o que vai prevalecer: o desgaste da velha política ou o que ele fez em São Paulo”.

Ele também acredita que o PT lançará Jaques Wagner, e não Fernando Haddad, mas tem dúvidas sobre o potencial de transferência de votos do ex-presidente Lula. No entanto, Montenegro disse, em 2010, que o petista não elegeria “um poste”. Enganou-se redondamente, pois Dilma Rousseff foi eleita. “O PT pegou no meu pé, e com razão”, reconhece, oito anos depois.


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