Fórum Educação
14 de dezembro de 2019, 07h50

Para Rui Costa, Lula voltará a conciliar o país independente de eleições

Governador da Bahia, em entrevista, disse que Lula, apesar de inelegível, continua sendo o nome mais forte do PT; petista ainda pregou a pacificação nacional, mas defendeu que os preconceituosos "voltem para o armário"

Lula e o governador da Bahia, Rui Costa (Divulgação)

O governador da Bahia, Rui Costa, tido como uma das principais lideranças do PT, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo divulgada neste sábado (14) que o ex-presidente Lula voltará a conciliar o país independente de questões eleitorais.

“Lula governou o país durante oito anos como um conciliador. Essa concertação, com empresários, trabalhadores, sociedade, fez com que o governo dele fosse de maior desenvolvimento nos últimos séculos. Esse modelo que eu defendo. Acho que ele, independentemente de qualquer questão eleitoral, vai voltar ao leito de ser um conciliador nacional”, disse.

Cotado para ser candidato à presidência em 2022, Rui Costa, que foi reeleito governador da Bahia em primeiro turno com mais de 70% dos votos nas últimas eleições, defende que o PT faça alianças, mas ponderou que dificilmente o partido não será cabeça de chapa. Para ele, que se coloca à disposição do partido em uma eventual candidatura à presidência, no entanto, Lula segue sendo o nome mais forte da sigla.

“Vamos discutir, mas acho que o cenário ainda está longe. Estou desapegado. O nome mais forte do PT é Lula.
Hoje ele é inelegível. Verdade. Mas é inegável a força. Por tudo que ele fez, Lula desperta paixões (…)”, afirmou. “Lula sempre foi maior que o PT. Isso não é único dele. Várias lideranças do PT são maiores eleitoralmente do que o partido. Se o eleitor confia, pode fazer ressalva ao partido, mas vota. Se encaixarmos um discurso de desenvolvimento, inclusão social, união do Brasil e diálogo temos boas chances de um excelente desempenho”, completou o governador.

Costa ainda pregou uma “pacificação” do país, mas sem ignorar o fato de que o discurso de ódio que está em voga deve ser combatido. “Temos de ser diferentes deles. Temos de pregar a pacificação do país, cortar a discriminação e o ódio. Antes, as pessoas tinham vergonha de manifestar preconceito. Agora parece que têm orgulho. Certamente essas pessoas existiam, mas ficavam no armário. Precisamos que elas voltem para seus armários”.

Ao analisar o governo de Jair Bolsonaro, Rui Costa chamou a atenção para o fato de que a suposta sinalização da melhora na economia ainda é prematura. “É evidente que estamos vindo de cinco anos de recessão, e os sinais de retomada não são claros porque em todo final de ano há um aquecimento”, pontuou.

Confira a íntegra da entrevista aqui.

 


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