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12 de fevereiro de 2020, 08h59

Parasitas: Já são três os ministros de Bolsonaro que recebem a mais por reuniões no sistema s

Além de Rogério Marinho, Mandetta e Marcos Pontes também receberam

Além de Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, outros dois ministros do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) acumulam o salário com gratificações extras, os chamados jetons, recebidas de estatais e do sistema “S”, que recebe verbas públicas.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), recebeu ao menos R$ 105 mil desde agosto do ano passado. O ministro da Ciência & Tecnologia, o astronauta Marcos Pontes, embolsou pelo menos R$ 43 mil.

De ex-deputado pelo PSDB do Rio Grande do Norte a braço direito do “superministro” da Economia, Paulo Guedes – que classificou os funcionários públicos como “parasitas” -, Rogério Marinho recebeu R$ 189 mil para participar de 11 reuniões no Serviço Social do Comércio (Sesc), entidade do Sistema S onde o “posto Ipiranga” de Jair Bolsonaro prometeu “passar a faca”.

O Sesc obteve R$ 6 bilhões em recursos públicos desde o início do governo Bolsonaro até janeiro passado, de acordo com informações divulgadas pela Receita Federal.

Juntos, os três ministros do governo receberam R$ 337 mil em jetons, além dos salários a que têm direito, durante o primeiro ano do governo Bolsonaro.

Mandetta

Mandetta recebeu jetons por meio do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem), também ligado à CNC para participar de reuniões mensais do conselho fiscal, informou a Confederação.

Foram R$ 21 mil a mais no contracheque do ministro todo mês. Os valores foram creditados entre agosto e dezembro de 2019.

O Senac, também ligado à CNC, obteve R$ 3,3 bilhões em dinheiro público desde o início do governo Bolsonaro.

Em dezembro, por exemplo, o salário bruto do ministro da Saúde saltou de R$ 31 mil para R$ 52 mil, o que fez estourar o limite constitucional de R$ 39 mil mensais, prática que é aceita pelos governos por considerarem que isso é uma exceção legal à regra prevista no artigo 37 da Constituição.

Marcos Pontes

O ministro e ex-astronauta Marcos Pontes recebeu honorários ou jetons pela participação em colegiados de duas estatais. Ele integra os Conselhos de Amazul (Administração da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa) e da Embrapa (Empresa Brasileira de Tecnologia Agropecuária).

Nelas, faz uma reunião por mês, ou mais que isso se houver um encontro extraordinário, informaram as assessorias das estatais. As reuniões da Amazul duram cinco horas em média cada uma; as da Embrapa, quatro.

Pela Amazul, Pontes recebeu R$ 3.227 por mês entre maio e dezembro passados. Pela Embrapa, R$ 3.383 por mês.

Com informações do UOL


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