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25 de março de 2019, 07h39

Parlamentares do PSL ameaçam rebelião contra o governo Jair Bolsonaro

Deputados da legenda não querem carregar o peso de defender o pacote de maldade da Previdência sem receberam nada em troca; até o MEC estaria na "pauta de reivindicação"

Bancada do PSL eleita em 2018 foi responsável por nova fase financeira da sigla (Arquivo/Governo de Transição)

A coluna Painel, da jornalista Daniela Lima, na Folha de S. Paulo desta segunda-feira (25), informa que as batidas de cabeça na articulação política de Jair Bolsonaro e o que alguns deputados federais de seu partido chamam de falta de prestígio podem levar a bancada do PSL na Câmara a abandonar o barco da Reforma da Previdência.

Os parlamentares do partido do presidente não querem carregar o peso de defender o pacote de maldades contra os trabalhadores brasileiros sem receber nada em troca. Até o Ministério da Educação estaria na pauta de negociação. Há quem defenda o nome Bia Kicis (PSL/DF) para o comando da pasta.

Líder do PSL na Casa, o deputado Delegado Waldir (PSL) deve chamar reunião com a bancada para esta quarta (27) para definição da “nova postura” em relação ao Planalto. O grau da insatisfação já atingiu o tem de chantagem: ou Bolsonaro muda, ou tiram o corpo fora.

Os parlamentes devem, após esse encontro, reivindicar agenda direta com Bolsonaro e um canal de diálogo permanente com o presidente.

O Planalto, por ora, mantém resistência em negociar com o que chama de “velha política”.

Sinais de desgaste da relação entre o PSL e Jair Bolsonaro já vêm sendo apontado pela Fórum. Na semana passada, Delegado Waldir declarou que a legenda abriria mão da indicação de relatores para a PEC da Reforma da Previdência.

O deputado Alexandre Frota (PSL) – que de entusiasta, tornou-se persona non grata para o presidente – também twittou sobre a dificuldade de viabilizar a proposta que, na prática, desmonta o Sistema de Seguridade Social no Brasil.

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