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23 de agosto de 2019, 07h51

Partido Novo e João Amoêdo tentam desesperadamente se desvincular de Ricardo Salles

"Esclarecemos, mais uma vez, que o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles não foi uma indicação do NOVO e, portanto, não representa a instituição", diz o partido em texto compartilhado por Amoêdo nas redes sociais

Ricardo Salles, do partido Novo (Montagem)

Com fidelidade maior até do que o PSL, de Jair Bolsonaro, nas defesa das pautas do governo no Congresso Nacional, o partido Novo e seu principal líder, o ex-banqueiro João Amoêdo, buscam desesperadamente desvincular a imagem da legenda do ministro Ricardo Salles, principal alvo das críticas ao desmatamento e incêndios na Amazônia.

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“Esclarecemos, mais uma vez, que o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles não foi uma indicação do NOVO e, portanto, não representa a instituição. O ministro foi escolhido e responde ao presidente Jair Bolsonaro”, tuitou o perfil oficial da sigla, com comunicado compartilhado por Amoêdo.

Na nota, a legenda diz que “Ricardo Salles é um dos 47.739 filiados ao NOVO, não participa de nenhuma atividade partidária e nem exerce qualquer cargo dentro do partido”, sem mencionar que o ministro foi um dos principais candidatos a deputado federal em 2018 pela legenda.

O texto foi compartilhado no perfil pessoal de Amoêdo, presidenciável derrotado do partido no mesmo pleito.

“Não há qualquer interferência ou participação do partido na gestão do Ministério do Meio Ambiente. O ministro não mantém nenhum contato com o partido quanto aos seus planos, metas e objetivos para a pasta. Só temos conhecimento das suas ações quando divulgadas publicamente”, tuitou Amôedo na sequência.


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