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29 de setembro de 2018, 19h05

Passageiros se negam a embarcar no mesmo voo que transportou Bolsonaro para o Rio

Comissários de bordo e policiais federais tiveram dificuldade para convencer passageiros a trocar de lugar para que o candidato e sua equipe ficassem juntos perto da cabine do piloto

Jair Bolsonaro Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A presença do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no voo 1036, da Gol, que ia de São Paulo para o Rio de Janeiro, neste sábado (29), provocou tumultos e a desistência de dois passageiros, que não quiseram viajar na sua presença. A confusão atrasou a decolagem em 20 minutos.

Bolsonaro deixou, no início da tarde o Hospital Israelita Albert Einstein, na zona sul da capital paulista, após 23 dias internado em decorrência da facada que levou durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

Bolsonaro sentou na primeira fileira do avião, na poltrona 1A, perto da janela, que tem mais espaço para as pernas.

Comissários de bordo e policiais federais tiveram dificuldade para convencer passageiros a trocar de lugar para que o candidato e sua equipe ficassem juntos perto da cabine do piloto.

Quando a informação de que o candidato estaria no voo começou a circular, alguns passageiros passaram a reclamar em voz alta ou a sacar celulares para filmar a movimentação na entrada da aeronave.

Um passageiro gritou ironicamente “viva a tortura” para apoiadores do presidenciável, que é capitão da reserva do Exército.

Veja também:  Huck rebate Bolsonaro: Compra de avião via BNDES foi "legal, sem vício, vantagem ou privilégio"

Bastante irritado, um homem que estava sentado na poltrona 8F disse que estar “torcendo para o avião cair” com Bolsonaro dentro. “Moço, não fala isso não”, respondeu uma mulher, que não o conhecia. O passageiro insistiu: “Estou quase saltando do avião, credo”.

Não tardou muito e ele perguntou a uma aeromoça se podia desistir do voo, o que lhe foi permitido. “Em 2014, derrubaram o voo de Eduardo Campos”, justificou, em referência à morte do então candidato à Presidência da República, em acidente aéreo.

Pouco depois, a cantora Luísa Sonza também pediu para deixar o avião. Ela disse à reportagem do UOL que tomou a decisão por conta da presença de Bolsonaro.

Antes do embarque, uma comissária de bordo da Gol desabafou: “Moço, eu faço parte da companhia, mas eu sou humana também.”

Com informações do UOL

 


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