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27 de outubro de 2018, 16h25

Paulinho da Viola declara voto em Haddad: “Negro não se mede em arroba, se mede em batuques, versos”

“Não podemos abrir mão do sonho de um Brasil onde se respeitem mulheres, negros, gays, nordestinos e pobres”, disse o cantor

Foto: Divulgação

O cantor e compositor Paulinho da Viola, após muitos anos sem declarar voto, anunciou através das redes sociais, neste sábado (27), que vai de Fernando Haddad:

 

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Há tempos resolvi não mais declarar meu voto, por motivos que não caberiam neste espaço. Porém, o momento que vivemos é diferente. Sinto a necessidade de juntar a minha voz a de inúmeros colegas, artistas, intelectuais e demais cidadãos brasileiros que acreditam na importância de valores fundamentais para a nossa sociedade e para a nossa democracia. Não podemos pensar um futuro sem valores básicos. Não devemos ignorar as ideias que ganharam força nesta eleição. Entendo que tais ideias ganharam este espaço por causa da frustração de muitos brasileiros com o rumo recente do nosso país. Contudo, não podemos abrir mão do sonho de um Brasil onde se respeitem mulheres, negros, gays, nordestinos e pobres. Negro não se mede em arroba, se mede em batuques, versos, melodias, pinturas e livros, apenas para ficar no mundo das artes. A tortura é absolutamente inaceitável. A maioria deve estender a mão à minoria. A voz de todos deve ser ouvida. A imprensa deve ser livre. É por isso que, hoje, decido abrir meu voto. Amanhã, votarei em Fernando Haddad.

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Há tempos resolvi não mais declarar meu voto, por motivos que não caberiam neste espaço. Porém, o momento que vivemos é diferente. Sinto a necessidade de juntar a minha voz a de inúmeros colegas, artistas, intelectuais e demais cidadãos brasileiros que acreditam na importância de valores fundamentais para a nossa sociedade e para a nossa democracia. Não podemos pensar um futuro sem valores básicos.

Não devemos ignorar as ideias que ganharam força nesta eleição. Entendo que tais ideias ganharam este espaço por causa da frustração de muitos brasileiros com o rumo recente do nosso país.

Contudo, não podemos abrir mão do sonho de um Brasil onde se respeitem mulheres, negros, gays, nordestinos e pobres. Negro não se mede em arroba, se mede em batuques, versos, melodias, pinturas e livros, apenas para ficar no mundo das artes. A tortura é absolutamente inaceitável. A maioria deve estender a mão à minoria. A voz de todos deve ser ouvida. A imprensa deve ser livre.

É por isso que, hoje, decido abrir meu voto. Amanhã, votarei em Fernando Haddad.


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