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30 de Maio de 2019, 15h06

Paulo Guedes sobre retração do PIB: “A economia está parada. À espera das reformas”

Ministro responsável por reverter o quadro, Guedes lançou mão da desfaçatez para ratificar a marcha à ré na economia brasileira e, mais uma vez, defender a proposta de reforma da Previdência governista. Para analistas, quadro já é de recessão

Paulo Guedes, ministro da Economia (Jefferson Rudy/Agência Senado)

Diante de um quadro recessivo, com retração de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre do governo Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Guedes, ministro responsável por reverter esse quadro, lançou mão da desfaçatez para ratificar a marcha à ré na economia brasileira e, mais uma vez, defender a proposta de reforma da Previdência governista.

“Isso não é novidade para nós. Nós sempre dissemos que a economia brasileira está estagnada”, afirmou o ministro ao sair de uma reunião com deputados do partido Novo no Ministério da Economia. “A economia está parada, à espera das reformas”.

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Guedes disse ter confiança em que a “retomada vem aí”. “Temos que começar pelas coisas mais importantes. O voo da galinha já fizemos várias vezes. Você faz uma liberaçãozinha aqui, baixa artificialmente os juros para reativar a economia…aliás, foi assim que o último governo caiu. Não vamos fazer truques nem mágica, vamos fazer as reformas sérias, fundamentos econômicos. Aprovada a reforma da Previdência, o horizonte de investimentos clareia.”

Recessão
Alberto Ramos, diretor de pesquisa para América Latina do Goldman Sachs, escreveu em um relatório nesta manhã que a situação atual já é sentida quase como uma recessão.

“Tecnicamente nós podemos ter evitado mergulhar de volta numa recessão, mas, de alguma forma, se sente quase como uma já que a demanda doméstica final (excluindo o consumo do governo) contraiu por dois trimestres consecutivos (e em três dos últimos quatro trimestres).”

A desaceleração do consumo das famílias e a forte contração do investimento privado – revelados pelos dados da economia divulgados nesta quinta-feira (30) pelo IBGE – somados à recente piora das expectativas em relação ao futuro são sintomas de um ambiente recessivo, segundo analistas.

Em relatório, a LCA Consultores também ressalta que, do ponto de vista apenas da demanda doméstica, a economia está em recessão técnica, já que, somados, o consumo das famílias e a chamada formação bruta de capital fixo recuaram por dois trimestres seguidos. Isso não ocorria desde o fim de 2016.


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