Paulo Marinho aconselha Flávio Bolsonaro a “não pagar de gostosão: “Sabemos o que fez no verão de 2018”

Suplente de Flávio Bolsonaro e coordenador da campanha presidencial, Paulo Marinho se tornou inimigo do clã depois que revelou, em entrevista, que o senador tinha informações privilegiadas da PF sobre investigação que atinge Fabrício Queiroz

O empresário Paulo Marinho, suplente do senador Flávio Bolsonaro, fez uma ameaça velada ao seu ex-aliado, nesta quinta-feira (2), pelo Twitter.

A ameaça veio como resposta a uma postagem de Flávio Bolsonaro em que o senador diz que deve ser “muito gostoso” pelo fato de que foi pedida a quebra de sigilo de seu advogado, e que isso deveria ser fruto de uma “fofoca” de Marinho.

“Não me permito debater com quem tem tanto a explicar para a Justiça, mas como vc me convidou para ser seu suplente e conselheiro, fica aqui uma dica: melhor não pagar de “gostosão” com os investigadores do @MPF_PGR pq eu e vc sabemos o que vc fez no verão de 2018…”, disparou o empresário.

Coordenador da campanha presidencial, Paulo Marinho se tornou inimigo do clã depois que revelou, em entrevista, que o senador tinha informações privilegiadas da Polícia Federal sobre a operação Furna da Onça, no âmbito da investigação que atinge Fabrício Queiroz.

O delator assegurou, em entrevista à Folha em Maio, que o filho do presidente, que é o principal investigado, recebeu informações antecipadas das movimentações da Polícia Federal sobre o caso. Ele teria sido avisado da existência dela entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, por um delegado da Polícia Federal que era simpatizante da candidatura de Jair Bolsonaro. Os policiais teriam segurado a operação, então sigilosa, para que ela não ocorresse no meio do segundo turno, prejudicando assim a candidatura de Bolsonaro.

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