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29 de julho de 2019, 13h31

Paulo Pimenta chama Bolsonaro de “típico miliciano” e defende impeachment

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do PT na Câmara, usou seu Twitter para repudiar a ameaça do presidente Jair Bolsonaro contra o jornalista Glenn Greenwald, editor-fundador do The Intercept Brasil.

(Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara)

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do PT na Câmara, usou seu Twitter nesta segunda-feira (29) para repudiar a ameaça do presidente Jair Bolsonaro contra o jornalista Glenn Greenwald, editor-fundador do The Intercept Brasil, e defender publicamente o impedimento de Bolsonaro.

“Não podemos mais tapar o sol com a peneira. Bolsonaro tem que ser impedido. Ele é um criminoso que idolatra genocidas, torturadores e ditadores. Ele e seu clã miliciano conduzem o país para um estado policial autoritário que corrói a democracia e as instituições da república”, defendeu Pimenta

Mais cedo, ele repudiou a ameaça do presidente contra Glenn. “Ameaça de Bolsonaro contra Glenn Greenwald é típica do miliciano que ele é. O Brasil é governado por um mafioso que posa de valentão para fazer ameaças a quem incomoda, mas que foge correndo de entrevistas porque não tem o que dizer sobre as falcatruas da sua família e do governo”, declarou.

No sábado (27), o presidente comentou sobre Glenn dizendo que “talvez pegue uma cana no Brasil” e que ele é “malandro” por ter casado com um homem brasileiro – o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) – e adotado dois filhos. Glenn e David são casados há 14 anos.

Em resposta, Glenn disse não temer as ameaças do presidente da República e afirmou que vai defender a democracia “no país dos filhos dele”. “Ao contrário dos desejos de Bolsonaro, ele não é (ainda) um ditador. Ele não tem o poder de ordenar pessoas presas”, afirmou. ““A teoria dele é insana: casei com David 14 anos atrás pq eu previa que precisaria disso no futuro”, completou.

Ataque à OAB

Nesta segunda-feira (29), Jair Bolsonaro também atacou o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, citando o desaparecimento do pai do advogado. “Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade”, disse.


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