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25 de abril de 2019, 14h21

Paulo Pimenta: Setores da Polícia Federal atuam como Gestapo de Sérgio Moro

Nomeado superintendente da PF no PR por Sergio Moro, o delegado Luciano Flores, que determinou que a entrevista de Lula seja acompanhada por uma plateia, executou a ação de condução coercitiva do ex-presidente em 2016, quando estava à frente da Lava Jato

Luciano Flores, superintendente da PF no Paraná, e Sergio Moro (Montagem)

Líder da oposição na Câmara, o deputado federal Paulo Pimenta (PT/RS) declarou nesta quinta-feira (25) que a Polícia Federal atua como a Gestapo – a polícia secreta do partido nazista – do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro.

Leia também: Polícia Federal desrespeita decisão do Supremo Tribunal Federal sobre entrevista de Lula

A declaração foi publicada no Twitter após a informação de que a PF determinou a constituição de uma plateia para jornalistas convidados por ela própria para assistir a entrevista que o ex-presidente Lula dará a Florestan Fernandes, do El País, e Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, nesta sexta-feira (26), na superintendência da corporação em Curitiba.

“Setores da Polícia Federa atuam como uma Gestapo do @SF_Moro e decidiram convidar sem AUTORIZAÇÃO do presidente Lula jornalistas escolhidos por eles para acompanhar entrevista que @LulaOficial concordou em dar à @monicabergamo e ao @elpais_brasil. Ato ilegal e absurdo completo!”, tuitou.

Nomeado por Sérgio Moro, o delegado Luciano Flores, que atuou na operação Lava Jato, é o superintendente da PF no Paraná, que determinou a constituição de uma plateia de convidados para acompanhar a entrevista de Lula. Flores foi o responsável por executar a ação de condução coercitiva de Lula em 2016, cumprindo mandato de Moro.


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