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29 de julho de 2019, 12h45

Pela “ordem”, cidades do Paraná restringem bebidas alcoólicas

Segundo levantamento, entre 15 municípios analisados que passaram a ter proibições – 10 de maior porte e 5 entre as demais cidades –, houve aumento de criminalidade em oito e redução em apenas quatro

Centro Histórico de Curitiba | Foto: Thercles Silva/Divulgação

A Câmara de Vereadores de Curitiba está prestes a votar um projeto que pretende restringir o consumo de bebidas alcoólicas das 2h às 8h da manhã, seguindo o exemplo de outras cidades do Paraná – ao menos 10 das 30 maiores do estado possuem algum tipo de limitação nesse sentido.

Segundo reportagem de Katna Baran, da Folha, os objetivos centrais dessas medidas que estão se espalhando pelo Paraná são a redução da criminalidade e, principalmente, a perturbação do sossego e da tranquilidade.

A vereadora Julieta Reis (DEM), autora do projeto de lei de Curitiba, defende a medida. “A confusão e a bebida geram violência, já tivemos casos de morte em regiões nobres (de Curitiba). Temos que trabalhar para uma cultura de ordem na cidade, que não pode ficar à mercê de quem fica bebendo na rua. Não estamos impedindo ninguém de beber e se divertir, mas que faça isso no bar”, disse. O projeto divide opiniões e recebeu um parecer a favor e outro contra, na Comissão de Constituição e Justiça.

Londrina, a segunda maior do estado, já possui uma “lei seca” desde 2018, com multa de R$ 500 para quem decidir beber em uma praça ou na rua das 22h às 8h ou para quem ousar ingerir alcoólicos a menos de 300 metros de uma escola. Já foram aplicadas 652 multas desde a vigência da lei.

A Federação das Empresas de Hospedagem, Gastronomia, Entretenimento, Lazer e Similares do Paraná não gostou nem um pouco da medida e a levou para o STF. “Em alguns casos é plena demagogia, é para tirar a atenção de outros assuntos. Temos que estar do lado da liberdade do cidadão e enquanto a constituição garante isso, temos que como entidade guardar isso nos tribunais”, critica o o vice-presidente da Federação, Fabio Aguayo.

Segundo levantamento da Folha, entre 15 municípios analisados que passaram a ter proibições – 10 de maior porte e 5 entre as demais cidades –, houve aumento de criminalidade em oito e redução em apenas quatro. Em três, as leis eram muito recentes e não pôde ser feito comparativo. Londrina é um desses casos, mas, analisando apenas o primeiro trimestre, os números são semelhantes.


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