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22 de agosto de 2019, 18h35

Pesquisa aponta que Bolsonaro é o terceiro presidente mais mal avaliado da América Latina

Em primeiro levantamento em que aparece depois de assumir o posto, Bolsonaro marcou apenas 29% de aprovação entre jornalistas e "líderes de opinião" da região

Foto: Wikimedia Commons

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos para medir a aprovação dos presidentes latino-americanos perante 403 pessoas influentes na opinião pública da região – colunistas, articulistas, jornalistas – coloca Jair Bolsonaro como o terceiro chefe de Estado mais mal avaliado da América Latina.

À frente apenas dos seus algozes Nicolás Maduro (3%), da Venezuela, e Miguel Díaz-Canel (18%), de Cuba, Bolsonaro possui somente 29% de aprovação. Em primeiro lugar aparece o direitista Sebástian Piñera (68%), do Chile, no levantamento que questionou jornalistas e “líderes de opinião” de 14 países da América Latina sobre 12 presidentes da região.

O Ipsos argumenta que o levantamento não se propõe a representar a opinão da população desses países, apenas mostrar a popularidade entre pessoas que influenciam a opinião pública. Essa foi a primeira pesquisa em que apareceu o presidente Jair Bolsonaro depois de tomar o posto, demonstrando que sua chegada não é bem vista na região – em novembro, logo após as eleições, ele tinah 25% de aprovação. Entre os brasileiros consultados, a aprovação de Bolsonaro atinge apenas 21%.

Na pesquisa, o brasileiro aparece bem abaixo do aliado Mauricio Macri (50%), da Argentina, que busca reeleição e sofreu uma dura derrota nas eleições prévias do país vizinho.

Confira o ranking dos presidentes:

Sebástian Piñera, Chile – 68%
Tavaré Vásquez, Uruguai – 65%
Iván Duque, Colômbia – 53%
Martín Vizcarra, Peru – 51%
Lenin Moreno, Equador  – 51%
Mauricio Macri, Argentina – 50%
Andrés López Obrador, México – 44%
Evo Morales, Bolívia – 36%
Jair Bolsonaro, Brasil – 29%
Miguel Díaz-Canel, Cuba – 18%
Nicolás Maduro, Venezuela – 3%

Laurentino Cortizo foi o 12º chefe de Estado que teve o nome questionado, mas não aparece no ranking da Ipsos porque 60% dos consultados não emitiu opinião sobre ele. Na América Central e no Caribe, onde é mais conhecido, ele obteve 53% de aprovação e 5% de desaprovação.


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