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28 de setembro de 2018, 11h41

Pesquisa XP/Ipespe consolida segundo turno entre Haddad e Bolsonaro

Na simulação de segundo turno, o quadro é de empate técnico, mas, pela primeira vez, o petista aparece numericamente à frente. O levantamento aponta ainda que a rejeição a Bolsonaro cresceu

Haddad em Sabatina Folha/SBT. Foto: Reprodução

Pesquisa XP/Ipespe, realizada entre os dias 24 e 26 de setembro, divulgada pelo Infomoney, aponta que a distância entre os candidatos à presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) e o segundo pelotão chega a 10 pontos percentuais, o dobro do que se observou uma semana atrás. O levantamento indica que está cada mais difícil para os adversários a reversão da tendência de uma disputa entre os dois no primeiro turno.

Bolsonaro aparece estacionado com 28% das intenções de votos, enquanto Haddad subiu 5% desde o último levantamento e tem 21%. Desde que foi oficializado candidato à presidência, substituindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele mais que dobrou seu nível de apoio.

O presidenciável Ciro Gomes (PDT), manteve 11% de intenções de voto que tinha na semana passada, e está tecnicamente empatado com Geraldo Alckmin (PSDB), que oscilou de 7% para 8%. Em situação de empate técnico com Alckmin aparece a ex-senadora Marina Silva (Rede), com 5% das intenções de voto.

Gráfico Pesquisa Ipesp. Foto: Reprodução

Segundo turno

Na simulação de segundo turno entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, o quadro é de empate técnico, mas, pela primeira vez, o petista aparece numericamente à frente, por placar de 43% a 39%, no limite da soma das margens de erro dos candidatos.

Em eventual disputa entre Alckmin e Haddad, pela primeira vez na série histórica o quadro seria de empate técnico, com o tucano numericamente à frente com 38% das intenções de voto contra 35% para o petista.

Cresce rejeição a Bolsonaro

A pesquisa também perguntou aos entrevistados em quais candidatos não votariam em hipótese alguma. Marina Silva lidera o ranking da rejeição com taxa de 68%, em uma oscilação ascendente de 1 ponto percentual em comparação com a semana anterior e um crescimento de 8 pontos em um intervalo de um mês. Foi a maior elevação em repúdio registrada entre os principais presidenciáveis.

Logo atrás aparece Geraldo Alckmin, rejeitado por 61% do eleitorado – oscilação positiva de 1 p.p. em relação aos percentuais registrados nas últimas duas semanas. O tucano é seguido de perto por Bolsonaro, que agora aparece com taxa rejeição de 60%, crescimento de 3 pontos em comparação com os percentuais dos últimos dois levantamentos. Antes do ataque a facada sofrido em Juiz de Fora (MG) há 22 dias, o deputado havia alcançado seu maior nível de repúdio entre o eleitorado: 62%. Também aparece com rejeição de 60% o candidato Fernando Haddad. O patamar é o mesmo registrado no último levantamento e 4 pontos superior ao de um mês atrás.

Já Ciro Gomes é repudiado por 54% dos eleitores, contra 53% de Álvaro Dias. O senador, porém, é desconhecido por 25%, contra 6% registrados do lado do pedetista.


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