Fórum Educação
17 de fevereiro de 2020, 12h08

Petroleiros e caminhoneiros denunciam política de preços de Bolsonaro na Petrobras que encarece diesel e gasolina

A greve de 24 horas é só um recado. Se não atenderem às reivindicações a próxima é sem previsão de parada

Foto: Lucas Vasques

O diretor de comunicação do Sindipetro Litoral Paulista, Fábio Melo, conversou com os caminhoneiros ao lado do presidente do Sindicam, Alexsandro Viviani, na manhã desta segunda-feira (17), no Porto de Santos. De acordo com ele, “a Petrobras está praticando um ágio no preço para que o produto externo possa entrar com competição aqui”.

Melo afirma que a greve dos caminhoneiros vai ao encontro da dos petroleiros, assim como foi a de 2018. “Lutamos contra a política equivocada que o governo federal está impondo sobre paridade de preço internacional. Além dos impostos, que afetam a vida de todo mundo, o problema também está na origem. A paridade de preços internacional favorece a entrada do produto importado, competindo com o produto que é produzido aqui”, afirmou.

Melo diz ainda que “isso está completamente errado. As cargas das refinarias estão reduzidas e o produto importado está chegando. A Petrobras hoje está praticando um ágio no preço para que o produto externo possa entrar com competição aqui. Nós temos hoje petróleo. Somos um dos dez maiores do mundo, temos uma malha de tubos espalhada pelo Brasil inteiro que garante a logística tanto da chegada do petróleo quanto do escoamento de derivados de petróleo pra todo o Brasil e temos um parque de refino robusto”, alertou.

Caminhoneiros ligados ao Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos (Sindicam) estão enfrentando a Justiça e mantém a paralisação de 24 horas no Porto de Santos. Eles receberam o apoio dos Petroleiros, que estão parados há 17 dias.

Os trabalhadores são monitorados por carros da Polícia Militar parados no local.

A ação dos caminhoneiros desafia a decisão proferida pelo juiz federal Roberto da Silva Oliveira que, em caráter provisório, atende uma liminar pedida pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), proibindo a manifestação e impondo multa de R$ 200 mil ao sindicato, caso haja descumprimento da medida.

O anúncio de greve dos caminhoneiros da Baixada Santista foi feito no mesmo dia em que a Associação Nacional dos Transportadores Autônomos do Brasil (ANTB) anunciou que a categoria vai aderir e prestar total apoio à greve nacional dos petroleiros, que já dura 15 dias e paralisou 114 unidades do sistema Petrobras. Em carta publicada no site da Sindipetro, os caminhoneiros também lançam campanha para avançar na luta contra a política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras.

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