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03 de fevereiro de 2020, 17h54

Pezão denuncia que sofreu violência na sua prisão com 6 armas apontadas para a cabeça

O ex-governador foi tirado de suas funções antes do fim do mandato por determinação do juiz federal Marcelo Bretas

Foto: Reprodução/TV Globo

O ex-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), criticou os excessos promovidos contra ele em operação comandada pela Polícia Federal do Rio de Janeiro em meio às investigações de suposta colaboração com o esquema de corrupção montado pelo ex-governador Sérgio Cabral (MDB). Em depoimento dado ao juiz federal Marcelo Bretas, ele condenou a “violência” da operação Boca de Lobo.

“Fui julgado, condenado e preso sem ter tido o direito de falar. Eu fui tirado do Palácio Laranjeiras de maneira violenta pela Polícia Federal. Faltavam 33 dias para o término do meu governo, depois de ter vivido a maior crise do estado e ter conseguido articular o único acordo de recuperação fiscal do país. De repente, acordo com seis fuzis e quatro pistolas apontados para a minha cabeça e da minha mulher”, afirmou em depoimento.

Questionado pelo Ministério Público sobre o que seria “violência”, Pezão desabafou: “Eram seis fuzis apontados para a cama na qual eu e a minha esposa estávamos dormindo. Eles abriram os armários, jogaram ternos e vestidos no chão, perguntavam onde estavam a joias e cofres”.

Como relatado pelo ex-governador, ele foi preso pouco antes do fim de seu mandato, em novembro de 2018, por determinação de Bretas, que impôs prisão preventiva contra ele.  O magistrado afirmou que o objetivo era “cessar a atuação criminosa e assegurar a aplicação da lei penal”

Depois de ficar mais de um ano preso, foi liberado em dezembro de 2019 pelo Supremo Tribunal de Justiça, que entendeu que o emidebista não era mais uma ameaça. O tribunal impôs medidas cautelares contra o ex-governador, como o uso de tornozeleira eletrônica. Ele também terá que comparecer periodicamente em juízo e está proibido de se ausentar do estado do Rio.


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