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29 de julho de 2018, 11h10

PF acha com amigo de Temer extrato de empresa ligada a porto de Santos

Documento encontrado na casa de coronel Lima mostra pagamento no exterior da Votorantim a políticos do MDB, entre eles, Michel Temer

A Polícia Federal encontrou na casa do coronel João Baptista Lima Filho, amigo do presidente Michel Temer, registros de pagamentos do grupo Votorantim no exterior. a políticos do MDB. Os documentos mostram uma operação bancária, realizada em 2016, em dólares, no valor atualizado de cerca de R$ 8 milhões. Os papéis foram encontrados durante busca e apreensão da Operação Patmos, realizada em 2017.

O nome da Votorantim consta em uma planilha de 1998, que para investigadores trata de pagamentos de propina de empresas do setor portuário para políticos do MDB , entre eles Temer. É o primeiro documento que menciona propina da Votorantim para Temer, paga através do coronel Lima, o laranja de Temer.

O grupo Votorantim está no Porto de Santos (SP) há 30 anos, desde 1997, com a Fibria Celulose, da qual atualmente é acionista. A empresa solicitou ser beneficiada por decreto de Temer, ampliando de 25 para 35 anos os prazos dos contratos de concessões firmados após 1993.  O decreto passou a ser investigado no final de 2017, por causa de ligações interceptadas pela PF durante a delação premiada da JBS.

A PF e a PGR (Procuradoria-Geral da República) querem saber se houve pagamento de propina por parte de empresas do setor portuário para a edição da norma. A Votorantim tem uma parceria agrícola com coronel Lima em sua fazenda, a Esmeralda, em Duartina, interior de São Paulo, desde 2005. A fazenda fornece madeira para o mercado de celulose.

A Fibria Celulose doou cerca de R$ 4,3 milhões na campanha de 2014. Quase R$ 1 milhão foi para o MDB. Até agora, as suspeitas da PF são sobre a Rodrimar, a Libra, a Multicargo e JSL. Todas aparecem em planilhas de pagamento de propina desde 1998. A PF suspeita que Temer tenha lavado dinheiro de propina em reformas em casas da família e em transações imobiliárias e que o coronel seja o intermediário do dinheiro de corrupção.

Com informações da Folha de S. Paulo


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