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09 de março de 2020, 11h40

PF de Moro detém ônibus de mulheres do MST de Piauí em Brasília

As piauienses se juntariam ao grupo de mulheres que ocuparam na manhã desta segunda-feira (9) a sede do Ministério da Agricultura na jornada de lutas do movimento

Mulheres do MST foram detidas pela PF de Moro (Montagem)

A Polícia Federal, comandada pelo ministro da justiça, Sergio Moro, deteve na manhã desta segunda-feira (9), um ônibus do Piauí com mulheres do Movimento Sem Terra. Documentos do motorista foram apreendidos. O ônibus foi conduzido para a frente da PF, no Setor Policial Sul, em Brasília. Segundo integrantes do MST, ninguém informou o motivo da operação.

As piauienses se juntariam ao grupo de mulheres que ocuparam na manhã desta segunda-feira (9) a sede do Ministério da Agricultura. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) se dirigiu para a Polícia Federal para acompanhar o caso.

A mobilização conta com a participação de 3500 trabalhadoras Sem Terra de 24 estados e integra a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra.

Durante a ação, as trabalhadoras denunciam a realização de uma distribuição de titularidades individuais dos lotes de terra para os assentados de reforma agrária, a chamada titularização das terras, que visa a privatização das áreas; os cortes nos investimentos públicos; e a liberação desenfreada de agrotóxicos pelo governo Bolsonaro.

Sobre distribuição de titularidades individuais dos lotes de terra para os assentados, de maneira prática, a ação regulariza a venda de lotes da Reforma Agrária e passa ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a responsabilidade sobre áreas coletivas dos assentamentos, onde estão escolas e centros de formação organizados pelo MST. “Nós sempre defendemos o Contrato de Concessão de Uso (CCU), porque restringe a mercantilização das terras conquistadas, e terra para nós é um bem comum da natureza, e portanto, não pode ser mercadoria”, explica Maria da Silva Trindade, militante do MST.

Apesar dos esforços do atual governo para ocultar o fracasso na economia, os brasileiros sentem na pele a queda dos investimentos públicos, que chegaram a ultrapassar R$ 66 bilhões entre 2012 e 2014 e agora, em 2020, tem previsões de ser abaixo de R$ 20 bilhões. Nesse contexto, o desemprego multiplica o número de pessoas desalentadas, sem teto e sem alimentos, tanto que o Brasil retornou ao Mapa da Fome, levantamento feito pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Com informações da Minoria da Câmara e da Agência MST


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