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20 de fevereiro de 2020, 07h17

PF diz que investigação de Moro contra Lula não se enquadra em lei da ditadura militar

Ministro diz que Lula cometeu um crime contra a "honra de Jair Bolsonaro" ao dizer que o ex-capitão “governa para milicianos”

O ministro Sérgio Moro (Foto: Lula Marques)

A Polícia Federal concluiu na noite desta quarta-feira (19) que a declaração do ex-presidente Lula sobre o presidente Jair Bolsonaro, ao dizer que o ex-capitão “governa para milicianos“, não se enquadra na Lei de Segurança Nacional, criada durante a ditadura militar. A investigação foi aberta a pedido do ministro da Justiça, Sergio Moro, sob o argumento de que a fala de Lula foi um crime contra a honra de Bolsonaro.

“Resta demonstrada a inexistência de qualquer conduta praticada, por parte do investigado, que configure crime previsto na Lei de Segurança Nacional”, disse o órgão em nota, de acordo com o jornal Estado de S. Paulo.

Lula foi interrogado em Brasília, na manhã desta quarta-feira (19), na sede da Polícia Federal. O ex-presidente precisou se explicar sobre uma declaração feita um dia após a sua libertação, em novembro do ano passado, durante seu discurso no Sindicado dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Foi nesta ocasião que Lula falou sobre a proximidade do governo Bolsonaro com as milícias.

“Tem gente que fala que tem de derrubar o Bolsonaro. Tem gente que fala em impeachment. Veja, o cidadão foi eleito. Democraticamente, aceitamos o resultado da eleição. Esse cara tem um mandato de quatro anos. Mas ele foi eleito para governar para o povo brasileiro, e não para governar para os milicianos do Rio de Janeiro”, disse o petista.

O ex-presidente foi acompanhado pelos deputados federais Gleisi Hoffmann (PT-SC) e Paulo Pimenta (PT-RS), que evidenciaram a intimidação do ministro para “blindar” o governo do ex-capitão.


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