PF mira Carla Zambelli, que vazou operação contra Witzel, em ação de fake news

Além dela, terão que depor em dez dias os deputados Bia Kicis, Daniel Lúcio da Silveira, Filipe Barros, Junio do Amaral, Luiz Phillipe Orleans e Bragança, além dos deputados estaduais Douglas Garcia e Gil Diniz

Entre os oito deputados que estão na mira da operação da Polícia Federal contra fake news está Carla Zambelli (PSL-SP). Nem ela nem os outros deputados foram alvo de mandados de busca e apreensão. O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no entanto, determinou que eles sejam ouvidos em dez dias e que suas postagens em redes sociais sejam preservadas.

Trata-se dos deputados federais Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Daniel Lúcio da Silveira (PSL-RJ), Filipe Barros (PSL-PR), Junio do Amaral (PSL-MG), Luiz Phillipe Orleans e Bragança (PSL-SP), além dos deputados estaduais Douglas Garcia (PSL-SP) e Gil Diniz (PSL-SP).

Foram alvos da operação, entre outros o empresário Luciano Hang, dono da Havan, o ex-deputado Roberto Jefferson, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP), a ativista Sara Winter e o blogueiro Allan dos Santos.

Estado de Exceção

A deputada Carla Zambelli reagiu, em sua conta do Twitter, às investigações da PF. Para ela, “toda pessoa que respeite a lei tem a OBRIGAÇÃO DE REPUDIAR essas buscas no âmbito de um inquérito ILEGAL E INCONSTITUCIONAL, sem fato determinado e já arquivado pela PGR. Se você aplaude a ação ilegal contra seu adversário, não adianta reclamar quando ela se voltar contra você”.

Zambelli disse ainda que “estamos vivendo um estado de exceção, ironicamente sob os aplausos dos que acusam o Presidente Jair Bolsonaro de querê-lo. Está na hora do Sr. Davi Alcolumbre cumprir seu dever constitucional e analisar com carinho os pedidos de impeachment contra o responsável por esse absurdo”.

Abertura do inquérito

O inquérito criminal para apurar “notícias fraudulentas”, ofensas e ameaças que “atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares” foi aberto em março pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, sem um pedido de autoridades policiais ou procuradores e sem a participação do Ministério Público.

Também por conta própria, Toffoli designou Moraes como relator do caso. Não houve sorteio entre os ministros do Tribunal, como é norma regimental no caso dos inquéritos comuns.

Com informações da Folha

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