Fórum Educação
18 de dezembro de 2019, 18h45

PM investigado por “serviços de segurança privada” fez repasses para Flávio Bolsonaro através de esposa

Fernanda Antunes Bolsonaro, dois assessores do então deputado estadual e uma loja que Flavio comandava receberam pagamentos em forma de boletos bancários, transferências e depósitos, que seriam oriundos da chamada "rachadinha" - isto é, um esquema de corrupção

Flavio Bolsonaro - Foto: Reprodução/Twitter

Investigado por assediar moradores de Copacabana, no Rio de Janeiro, com “serviços de segurança privada”, o policial militar Diego de Sodré de Castro Ambrósio aparece em relatório do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) sobre esquema de rachadinhas – prática de corrupção que envolve repasses de salários de assessores – do gabinete do senador Flávio Bolsonaro (RJ). Ambrósio quitou boletos bancários em nome da esposa de Flávio, fez transferências bancárias para assessores do então deputado estadual e repassou receitas para uma loja na qual o parlamentar é sócio.

Segundo reportagem de Fabio Serapião e Helena Madres, publicada na revista Crusoé nesta quarta-feira (18), Ambrósio pagou um boleto de R$ 17 mil em nome da esposa de Flavio, Fernanda Antunes Bolsonaro, na época em que ele atuava como cabo da PM. Sua remuneração líquida não chegava a um terço do valor mesmo quando foi promovido para sargento.

As receitas podem ter vindo da empresa Santa Clara Serviços, alvo da Corregedoria da PM após reportagens apontarem que ela assediava moradores para contratar “serviços de segurança privada” que tinham como objetivo espantar moradores de rua do bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo o MP, Ambrósio e a empresa realizaram transferências e depósitos para a conta corrente da loja de chocolates Kopenhagen que o senador comanda, desde a criação da franquia em 2015.

“O pagamento do título pelo PM se mostra ainda mais suspeito quando a análise dos extratos bancários dos assessores de Flavio Bolsonaro revela que, no mesmo ano de 2016, o cabo Ambrósio efetuou transferências bancárias identificadas a pelo menos dois assessores da Alerj: Fernando Nascimento Pessoa e Marcos Freitas Domingos”, diz o texto do MP.

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