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09 de março de 2018, 08h39

Polícia Federal faz buscas na casa do ex-ministro Delfim Netto

Delfim Netto é um dos investigados na Operação Buona Fortuna, que investiga pagamento de propinas da Odebrecht na construção da Usina de Belo Monte, no Pará

A Polícia Federal faz buscas nesta sexta-feira, 9, na casa do ex-ministro Antonio Delfim Netto. A ação faz parte da Operação Buona Fortuna, 49.ª fase da Lava Jato e também mira seu sobrinho, o empresário Luiz Appolonio Neto.

Em agosto de 2016, em depoimento ao delegado da Polícia Federal Rodrigo Luís Sanfurgo de Carvalho, da Lava Jato, Delfim Netto, de 89 anos, afirmou que recebeu R$ 240 mil em espécie da Odebrecht em outubro de 2014 por ‘motivos pessoais, por pura conveniência’, devido a um serviço de consultoria que ele teria prestado à empreiteira.

Segundo a força-tarefa do MPF (Ministério Público Federal), ele é suspeito de receber vantagens indevidas que seriam direcionadas ao MDB e ao PT em função de sua atuação no consórcio Norte Energia, responsável pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

A operação Buona Fortuna investiga pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e políticos pelo consórcio de empreiteiras envolvido na construção da usina. A residência de Delfim, em São Paulo, foi um dos endereços envolvidos nos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juiz federal Sergio Moro. Também há ações da PF (Polícia Federal) em Jundiaí (SP), Guarujá (SP) e Curitiba.

“As provas indicam que o ex-ministro recebeu 10% do percentual pago pelas construtoras a título de vantagens indevidas, enquanto o restante da propina foi dividido entre o MDB e o PT, no patamar de 45% para cada partido”, diz a Lava Jato.

Segundo a força-tarefa, a operação baseia-se em indícios de que o consórcio Norte Energia foi “indevidamente favorecido por agentes do governo federal para vencer o leilão destinado à concessão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte”.

De acordo com o MPF, já foram identificados, até o momento, pagamentos superiores a R$ 4 milhões envolvendo as empresas Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS e J. Malucelli, todas integrantes do consórcio. O valor era destinado a pessoas jurídicas relacionadas a Delfim por meio de contratos fictícios de consultoria.

Com informações do UOL


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