Entrevista exclusiva com Lula
10 de novembro de 2019, 11h47

Polícia ignorou segundo carro clonado igual ao que levou assassinos de Marielle

Em áudio anexado à denúncia feita pela ex-PGR Raquel Dodge, Beto Bomba, líder da milícia de Rio das Pedras, cita que quem estava em um segundo carro, dando apoio ao crime, seria o major Ronald Pereira, que recebeu menção honrosa em 2003 na Alerj por indicação de Flávio Bolsonaro

Marielle Franco (Foto: Reprodução/Instagram)

Reportagem de Marina Lang, no site The Intercept neste domingo (10), revela que as investigações da polícia ignoraram um segundo carro Cobalt, de cor prata, com as mesmas placas clonadas, que circulava a cerca de 50 quilômetros do local do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes no momento do crime.

Segundo a reportagem, um segundo carro que daria apoio ao assassinato foi revelado em uma das conversas gravadas entre o vereador Marcello Siciliano, do PHS, e o miliciano Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba, chefe da milícia de Rio das Pedras.

Beto Bomba teria dito que quem estava neste segundo carro, dando apoio ao crime, era o major Ronald Paulo Alves Pereira. O áudio estaria anexado na denúncia feita pela ex-procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Por indicação de Flávio Bolsonaro, Major Ronald foi homenageado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2003 quando era investigado como um dos executores na cinco jovens.

Na época, Flávio fez uma Moção de Louvor e Congratulações que homenageasse o policial por “importantes serviços prestados ao Estado do Rio de Janeiro quando da operação policial realizada no Conjunto Esperança no dia 22 de janeiro de 2004”, um confronto que teria resultado na morte de três pessoas.

Ronald foi preso em janeiro deste ano acusado de ser um dos líderes da milícia na comunidade da Muzema – onde dois prédios cairam.

O major é considerado um dos mais importantes integrantes da milícia que controla, além da Muzema, a comunidade de Rio das Pedras, também na Zona Oeste carioca. O grupo está em expansão e é liderado pelo ex-capitão da Polícia Militar Adriano Magalhães da Nóbrega, que está foragido e também foi homenageado por Flávio Bolsonaro, que empregou parentes dele em seu gabinete a pedido de Fabrício Queiroz.

Ambos são suspeitos de integrar o Escritório do Crime, grupo de matadores de aluguel que estaria por trás de homicídios ocorridos no Rio de Janeiro nos últimos 20 anos, e que até hoje não foram esclarecidos.

Leia a reportagem na íntegra no site The Intercept

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