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29 de outubro de 2018, 17h40

Policial posta nas redes que Joaquim Barbosa fez “papel de escravo” e é investigado pela PF

“Faz papel de escravo que, mesmo com carta de alforria, teve medo de deixar a Casa Grande”, dizia a publicação do policial federal da Paraíba

Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

Um policial da Superintendência Regional da Paraíba fez menções racistas a Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), em postagens em redes sociais, no domingo (28). O fato foi motivado pelo anúncio de Barbosa, de que votaria em Fernando Haddad (PT), no segundo turno das eleições presidenciais. Por isso, a Polícia Federal (PF) decidiu abrir inquérito para investigar sua conduta, de acordo com informações do G1.

Por intermédio de uma nota encaminhada à imprensa, a PF informa que a Corregedoria Regional do órgão já adotou os procedimentos necessários pertinentes à ocorrência. A assessoria também disse que o policial estava em missão e não poderia ser contatado no momento.

As postagens foram feitas pelo policial federal na manhã do domingo (28). No Twitter, às 8h07, ele compartilhou uma postagem de Jair Bolsonaro sobre a declaração de voto de Barbosa a Haddad e reagiu com o seguinte comentário:

“Na minha opinião, o negro Joaquim Barbosa, erigido ao posto de Ministro do STF, apenas paga favor ao PT. Faz papel do escravo que, mesmo com carta de alforria, teve medo de deixar a Casa Grande. Seu voto é só isso: Apenas 1 voto. Nada mais”.

Em seguida, o servidor postou esta mesma mensagem no Instagram, ressaltando o conteúdo na legenda da foto.

A Polícia Federal explicou, na nota, que “reafirma o seu absoluto respeito às pessoas e às instituições mantendo o firme propósito de sempre apurar todas as condutas eventualmente irregulares de seus servidores”.

 


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