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17 de agosto de 2019, 08h29

Por atividade partidária, corregedoria do MP vai monitorar redes sociais de procuradores

Medida vem após aumento das reclamações contra a postura de procuradores nas redes sociais; a mais notória foi feita pelo senador Renan Calheiros contra o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol

Foto: Reprodução/YouTube

A postura político-partidária de procuradores do Ministério Público Federal (MPF) que vem sendo revelada na série de reportagens Vaza Jato pode começar a ser coibida ao menos no âmbito virtual. Isso porque a Corregedoria do MPF informou, através de um comunicado que circulou entre procuradores na quinta-feira (15), que suas atividades nas redes sociais passarão a ser monitoradas.

O motivo é o aumento do número de reclamações contra a postura dos membros do MPF que a Corregedoria tem recebido. A atividade político-partidária de promotores é proibida pela legislação.

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“O que é grave, os registros informam que cerca de 60 membros do MPF [não nomeados no documento] usam as redes habitualmente para manifestarem-se em assuntos de interesse da instituição ou que podem afetá-la”, escreveu, na mensagem,  o corregedor-geral, Oswaldo José Barbosa Silva.

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A mais notória reclamação por atividade político-partidária nas redes é do senador Renan Calheiros (MDB-AL) contra o coordenador da operação Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol – que também é o principal personagem da série de reportagens que vem mostrando a atividade com viés político do núcleo da operação.

Renan entrou com ação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra Dallagnol pela postura do promotor durante a última eleição para a presidência do Senado, no início do ano. O coordenador da Lava Jato, segundo o senador, fez postagens contra sua candidatura e que teriam influenciado no resultado do pleito. O caso estava tramitando no CNMP mas foi retirado de pauta depois que Renan entrou com uma nova reclamação contra Dallagnol pedindo seu afastamento.

 

 

 


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