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01 de março de 2019, 06h23

Por escrito, Queiroz diz que gerenciava salários do gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj

Ex-assessor de Flavio Bolsonaro, Queiroz disse que “entendeu que a melhor forma de intensificar a atuação política seria a multiplicação dos assessores da base eleitoral, valendo-se, assim, da confiança e da autonomia que possuía para designar vários assistentes de base"

Reportagem de Fábio Grellet e Constança Rezende, na edição desta sexta-feira (1º) do jornal O Estado de S.Paulo, informa que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Fabrício Queiroz enviou nesta quinta-feira (28) manifestação por escrito ao Ministério Público do Estado em que declara que fazia o “gerenciamento financeiro” dos salários dos servidores lotados no gabinete do filho de Jair Bolsonaro (PSL).

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Na manifestação, Queiroz diz que acreditava estar agindo de forma lícita e dispunha da confiança de Flávio, “nunca reputou necessário expor” ao chefe “a arquitetura interna do mecanismo que criou”.

Ele afirma ainda que “entendeu que a melhor forma de intensificar a atuação política seria a multiplicação dos assessores da base eleitoral, valendo-se, assim, da confiança e da autonomia que possuía para designar vários assistentes de base, a partir do gerenciamento dos valores que cada um recebia mensalmente”.

“Com a remuneração de apenas um assessor parlamentar conseguia designar alguns outros assessores para exercer a mesma função, expandindo a atuação parlamentar do deputado”, afirmou o ex-assessor, no documento encaminhado ao MP.

Convites para depor
Esta é a primeira vez que Queiroz apresenta seus argumentos ao MP do Rio. Antes disso, ele não havia respondido a quatro convites para prestar depoimento, com alegações como a de que estava em tratamento de saúde.

Queiroz é investigado depois de o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontar movimentações financeiras “atípicas” em suas contas.

Queiroz não justificou a razão para outros servidores do gabinete de Flávio terem repassado parte dos respectivos salários. Em depoimento ao MP, um servidor do mesmo gabinete, Agostinho Moraes da Silva, admitiu que depositava, todos os meses, cerca de dois terços de seu salário na Casa na conta de Queiroz. Silva alegou que se tratava de um investimento em um negócio privado do colega, de compra e venda de carros.

Queiroz atribui o alto volume financeiro de sua movimentação bancária a duas razões: por concentrar em sua conta os salários da mulher e dos filhos e porque acumulava vários trabalhos e atividades econômicas, como segurança particular e vendedor de carros, produtos eletrônicos e roupas – “e todo e qualquer produto que pudesse lhe garantir uma renda extra”.

Leia a reportagem na íntegra.

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