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28 de fevereiro de 2019, 17h55

Por formação de cartel, Paulo Preto é condenado pela primeira vez na Lava Jato

Juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Criminal de São Paulo, aplicou a pena de 27 anos e oito dias de prisão, sendo os primeiros oito anos em regime fechado

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O operador do PSDB, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, empresa estatal paulista de rodovias, foi condenado, nesta quinta-feira (28), a uma pena de 27 anos e oito dias de prisão. Os primeiros oito anos são, necessariamente, em regime fechado.

A sentença foi dada pela juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Criminal de São Paulo. Ela contrariou determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que fossem refeitas algumas etapas do processo.

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o operador, nesse processo, além de mais 32 pessoas pela formação de um cartel de empreiteiras para a construção do trecho sul do Rodoanel, e outras sete obras viárias contratadas pelo governo do estado.

Outro processo

Ele também é réu em outro processo que tramita em São Paulo, a respeito de desvios de R$ 7,7 milhões em reassentamentos do Rodoanel Sul —mas como completa 70 anos no próximo dia 7, as acusações devem prescrever.

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O ex-diretor da Dersa completa 70 anos de idade no dia 7 de março. O fato faz com que o tempo de prescrição dos crimes seja reduzido pela metade. Como as irregularidades no caso do Rodoanel teriam acontecido em 2009, Paulo Preto tem chances de se livrar da condenação.

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