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04 de novembro de 2019, 17h34

Porteiro que prestou depoimento à polícia não é o mesmo que diz ter falado com ‘seu Jair’

Polícia Civil do Rio de Janeiro sabe que se tratam de trabalhadores diferentes que atuam no mesmo condomínio

Foto: Caio César/CMRJ

Jair e Carlos Bolsonaro informaram que tinham os áudios da secretária eletrônica da portaria do condomínio Vivendas da Barra, e que lá o porteiro teria falado com a casa 65, de Ronie Lessa, apontado como um dos assassinos da vereadora Marielle Franco. Mas a polícia sabe que o áudio obtido pela família presidencial é de outro porteiro, e não do que deu depoimento informando que Élcio Queiroz, outro suspeito de participar do crime, anunciou que iria para casa 58, a de Jair Bolsonaro, de acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, em, O Globo.

O porteiro que prestou os dois depoimentos em outubro — e disse ter ouvido o o.k. do “seu Jair” quando Élcio Queiroz quis entrar no condomínio — ainda está de férias.

Jornal Nacional

O caso foi divulgado na semana passada pelo Jornal Nacional, da Rede Globo. A divulgação da noticia fez o presidente da República postar em suas redes sociais um vídeo esbravejando contra a emissora e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, a quem Bolsonaro culpou de ter vazado a informação como forma de perseguição política.

Queiroz é acusado pela polícia de ser o motorista do carro utilizado no assassinato de Marielle e Anderson Gomes. Lessa, por sua vez, é suspeito de ter disparado os tiros.


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