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18 de julho de 2017, 11h10

Praticamente, só agropecuária gera novos empregos. Outros setores demitem

Número de empregados com carteira assinada fica praticamente estagnado em junho e só agropecuária gera número relativo de novos postos. Construção civil, indústria de transformação, serviços e comércio perdem vagas

 

Por Redação

 

O número de empregados com carteira assinada praticamente ficou estagnado em junho, com crescimento de 0,03%. E esse pequeno número positivo só foi possível, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, Caged, por conta da agropecuária, que gerou 36,8 mil postos de trabalho. Na administração pública foram 704 novos empregos. Em todos os outros setores houve queda nas carteiras assinadas, com destaque para  Construção Civil (-8.963 postos, -0,40%), Indústria de Transformação (-7.887 postos, -0,11%) Serviços (-7.273 postos ou -0,04%), do Comércio (-2.747 postos, -0,03%). Se for considerado o período de doze meses, a redução do número empregados com registro em carteira chega a 749 mil pessoas postos de trabalho, ou -1,91%.

Desemprego recorde — Segundo os dados da pesquisa de emprego e desemprego do IBGE, fechada no primeiro trimestre deste ano, cerca de 2,6 milhões de pessoas ficaram desempregadas no primeiro ano do governo de Michel Temer. Cerca de 14 milhões estavam desempregados e procuraram emprego sem conseguir um posto de trabalho entre fevereiro e abril de 2017. A taxa de desemprego atingiu 13,6% no período, a pior taxa para um trimestre encerrado em abril desde o início da pesquisa, em 2012.


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