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27 de julho de 2018, 09h34

Prefeito de Japeri é preso por suspeita de associação ao tráfico

Na casa de Moraes foram apreendidos uma pistola e cerca de R$ 25 mil. O dinheiro estava em duas bolsas com a logo da prefeitura

(Foto: Divulgação/PMJ)

O prefeito de Japeri, na Baixada Fluminense, Carlos Moraes (PP), de 73 anos, foi preso, na manhã desta sexta-feira (27), por suspeita de crime de associação para o tráfico durante uma operação da Polícia Civil com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Investigação conjunta do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense descobriu que uma das maiores facções criminosas do estado se instalou na Prefeitura de Japeri. O objetivo é cumprir 41 mandados de prisão.

Na casa de Moraes foram apreendidos uma pistola e cerca de R$ 25 mil. O dinheiro estava em duas bolsas com a logo da prefeitura. Ele foi localizado no município de Nova Iguaçu, também na Baixada e levado para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho, na Zona Norte da capital.

(Foto: Divulgação)

Procurada, a assessoria de imprensa do prefeito ainda não se pronunciou sobre a prisão.

O vereador Cláudio José da Silva, o Cacau, também foi preso. A polícia ainda procura o presidente da Câmara de Japeri, Wesley George de Oliveira. Todos são suspeitos de ligação com o tráfico.

Ligado ao tráfico

De acordo com as investigações, Moraes é ligado ao traficante Breno da Silva de Souza, o BR, preso no último dia 20. Um dos bandidos mais procurados da Baixada Fluminense, ele é apontado como chefe do tráfico no Complexo do Guandu.

No ano passado, graças a uma escuta autorizada pela Justiça, foi flagrado um telefonema entre o prefeito e BR. Os investigadores, então, começaram a investigar o político por associação criminosa com a facção Amigos dos Amigos (ADA).

Quem fazia a ligação entre a Prefeitura de Japeri, a Câmara Municipal da cidade e os traficantes do Guandu era, de acordo com as investigações, Jenifer Aparecida Kaiser de Matos. A mulher, que foi nomeada assessora, é um dos alvos da operação.

Terceiro mandato

Carlos Moraes foi eleito em 2016 para seu terceiro mandato à frente da Prefeitura de Japeri. Ele recebeu 23.863 votos (44,17%). Antes, ele havia ocupado o cargo em 1993, como primeiro prefeito eleito do município, após a emancipação da cidade, e em 2001. O atual presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), foi o segundo colocado nas últimas eleições.

Em 2011, Moraes e outro ex-prefeito de Japeri, Bruno Silva Santos, foram denunciados pelo MPRJ por crimes de dispensa de licitação fora das hipóteses previstas em lei e crime de responsabilidade por desvio de verbas públicas em proveito próprio ou alheio. Segundo a ação, o valor dos contratos ilegais superariam R$ 1 milhão.

Com informações do Extra


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