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18 de fevereiro de 2019, 16h09

Prefeito exige comissionados em show de noiva: “a gente vai filmar e eu vou contar”

Caso aconteceu em pré-carnaval de Camaragibe. Nem Odorico Paraguaçu foi tão longe

Foto: Reprodução TV Globo

O prefeito de Camaragibe, no Grande Recife, Demóstenes Meira (PTB), gravou áudio divulgado nas redes sociais, exigindo a presença dos funcionários comissionados durante show da noiva dele, a cantora Taty Dantas em uma prévia carnavalesca neste domingo (17).

No áudio, o prefeito ameaça filmar a apresentação de sua noiva, que também é secretária municipal de Assistência Social, e contar os funcionários que não estivessem por lá.

“Vou fazer um cordão de isolamento ao redor do trio só para ficarem os cargos comissionados. Então, por favor, divulguem e multipliquem. A gente vai filmar e eu vou contar quantos cargos comissionados foram”, afirmou, na gravação.

O prefeito também explicou como os servidores deveriam proceder. “Eu sei que tem gente que não gosta de carnaval, mas minha noiva vai cantar, a minha futura esposa. Depois que ela cantar as músicas dela, está todo mundo liberado, mas eu quero todo mundo a partir de meio-dia”, declarou no áudio.

A atitude do prefeito de Camaragibe provocou a reação da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE).

Questionado pela TV Globo, o presidente da entidade, Bruno Baptista, disse que, em tese, há um ato de improbidade administrativa e, por isso, a Ordem vai enviar um ofício ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para apurar o caso.

O bloco carnavalesco Canário Elétrico, que teve a participação da cantora e secretária da prefeitura, é organizado pelo secretário de Educação de Camaragibe, Denivaldo Freire. A contratação de Taty Dantas, segundo o secretário, foi feita a partir de um pedido do prefeito Demóstenes Meira.

Em entrevista à TV Globo neste domingo (17), pouco antes do desfile do bloco, o prefeito confirmou que fez a convocação dos servidores e justificou que “era preciso apoiar a noiva”.

“Cargo comissionado é de confiança. Agora, se eu botei no cargo comissionado é porque eu confio. E na hora que eu preciso do apoio deles, eu coloco. Isso é normal. A lei diz que eu posso nomear e exonerar a qualquer momento”, afirmou.

Com informações do G1 Pernambuco

 


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