terça-feira, 29 set 2020
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Presidente da Comissão da reforma da Previdência defende afastamento de Moro

Sérgio Moro está na corda bamba. Após as revelações trazidas pelo The Intercept Brasil através de vazamentos de conversas privadas entre o ex-juiz e procuradores do Ministério Público Federal envolvidos na operação Lava Jato, o ministro da Justiça tem sido alvo de críticas que vêm desde o próprio MP, passando pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), juristas, além de deputados e senadores.

Na tarde desta segunda-feira (10), até mesmo o presidente da Comissão Especial que analisa a reforma da Previdência do governo na Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), defendeu o afastamento de Moro do Ministério da Justiça. A declaração de Ramos sinaliza a base do governo no Congresso pode rachar com as revelações que vieram à tona.

“Diferente dele (Moro), não adequo minha interpretação da lei conforme o acusado. Não vejo nenhuma imposição constitucional que justifique o afastamento. Mas penso que, como refém do próprio discurso, ele deveria pedir afastamento voluntário”, disse o deputado, que é advogado e professor de Direito Constitucional, à agência Reuters.

“Acho que o Moro juiz indicaria ao Moro ministro o afastamento até esclarecer os fatos”, completou o parlamentar, dizendo que o afastamento do ex-juiz da pasta seria necessário para garantir a independência da Polícia Federal nas investigações sobre o conteúdo dos vazamentos.

A série de reportagens, divulgada neste domingo (9), revela conversas de Sérgio Moro e de Dallagnol que mostram atuação conjunta dos dois para impedir vitória eleitoral de Fernando Haddad, antecipar a prisão de Lula e até mesmo apresentar provas consideradas inconsistentes.

Redação
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