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14 de fevereiro de 2020, 06h32

Presidente da Nestlé reclama com Guedes sobre imposto do pecado, que estaria “satanizando” seus produtos

Para defender imposto, Guedes disse que se preocupa com diabetes e que emagreceu para ter liberdade de comer sobremesa

Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em almoço com cerca de 30 grandes empresários nesta quinta-feira (13), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a falar sobre o “imposto do pecado“, que incidiria sobre cigarros, bebidas alcoólicas e produtos com adição de açúcar. Convidados relatam que o presidente da Nestlé Brasil, Marcelo Melchior, disse que o ministro estaria satanizando seus produtos.

O presidente da Ambev, empresa que concentra 68% do mercado brasileiro de cerveja, também estava presente no encontro. A reportagem do Painel, da Folha de S. Paulo, cita ainda que Guedes discursou sobre a saúde dos brasileiros, que ele próprio se preocupa com diabetes e que emagreceu para ter liberdade de comer sobremesa.

O ministro evitou comentar sobre sua fala preconceituosa contra empregadas domésticas. Em um discurso no Seminário de Abertura do Ano Legislativo da Revista Voto, em Brasília, Guedes disse que o dólar alto “é bom para todo mundo” e que em outros tempos, quando a economia brasileira estava melhor e o real mais valorizado, era uma “festa danada”, pois empregadas domésticas iam à Disneylândia.

Paulo Guedes também abordou temas como a reforma tributária, o que foi defendido pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf. “O Brasil precisa buscar avanços na definição da proposta de mudança no sistema de impostos, simplificando, reduzindo a burocracia, combatendo a sonegação”, disse.

Ministro também falou sobre imposto sobre movimentação financeira e disse estar aberto para ouvir as ideias do empresariado sobre alternativas para desonerar a folha de pagamentos.

“O peso excessivo hoje é na indústria, temos de encontrar o equilíbrio, que seja bom para o conjunto da economia. Temos de calibrar muito bem a alíquota do IVA, ela tem de dar conta da arrecadação, mas não pode inibir investimentos”, disse Guedes. “A ideia geral é simplificar. Não pode haver aumento de carga tributária. O que nós queremos é o oposto, é baixar os impostos. Este é um objetivo colocado pelo presidente Jair Bolsonaro”, finalizou.


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