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31 de julho de 2019, 16h43

Presidente da OAB aciona STF para Bolsonaro esclarecer o que sabe sobre morte do seu pai

Para Felipe Santa Cruz, é “intolerável” que Bolsonaro procure “enxovalhar a honra de quem fora covardemente assassinado pelo aparelho repressivo estatal”

Foto: Agência Brasil

Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), acionou o Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (31), com o objetivo de solicitar explicações de Jair Bolsonaro.

O presidente disse que a morte do desaparecido político Fernando Santa Cruz, pai de Felipe, foi provocada pelo grupo de esquerda Ação Popular (AP), informação desmentida por órgãos oficiais.

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Na avaliação do presidente da OAB, é “intolerável” que Bolsonaro procure “enxovalhar a honra de quem fora covardemente assassinado pelo aparelho repressivo estatal”.

Na ação, Felipe Santa Cruz pede para Bolsonaro explicar os seguintes pontos: “se efetivamente tem conhecimento das circunstâncias, dos locais, dos fatos e dos nomes das pessoas que causaram o desaparecimento forçado e assassinato de Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira; em caso positivo, quais informações detém, como as obteve e como as comprova; se sabe e pode nominar os autores do crime e onde está o corpo do pai do presidente da OAB; ainda, em caso afirmativo, a razão por não ter denunciado ou mandado apurar a conduta criminosa revelada; e se realmente afirmou a veículos de imprensa que Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira teria sido assassinado não por militares, mas por seus companheiros da Ação Popular”.

Reincidência

De acordo com o presidente da OAB, esta não é a primeira vez que Bolsonaro tenta “desqualificar a memória” de seu pai.

“A diferença é que, agora, na condição de presidente da República, ele confessa publicamente saber da forma e da circunstância em que cometido um grave crime contra a humanidade, a saber, o desaparecimento forçado de Fernando de Santa Cruz, além de ofender a memória da vítima, bem como o direito ao luto e à dignidade de seus familiares”, declarou Santa Cruz.

“As declarações do presidente da República, além de não estarem lastreadas em documentos oficiais, contrariam a posição oficial do Estado brasileiro, que reconheceu e declarou o desaparecimento forçado de Fernando de Santa Cruz, em cumprimento à legislação interna e aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil”, acrescentou o dirigente da OAB.

Com informações de O Estado de S.Paulo


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