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25 de outubro de 2019, 15h41

Presidente do Banco do Brasil prevê privatização “inevitável”

Para Rubem Novaes, indicado por Paulo Guedes para o comando do banco estatal, as "amarras do Estado" trarão dificuldade para o banco estatal em "dois, três, quatro anos"

Foto: Reprodução

Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil indicado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu nesta sexta-feira (25) a privatização da instituição para deixá-la competitiva. Segundo ele, as “amarras do Estado” trarão dificuldade para o banco estatal em “dois, três, quatro anos”.

Apesar de reconhecer que “atualmente o banco é extremamente eficiente”, Nunes disse acreditar que a privatização é inevitável devido a mudanças no setor bancários. Segundo ele, essa não é a opinião do governo no momento.

“É opinião minha, não é de governo, mas eu acho que, em algum momento, a privatização do Banco do Brasil será inevitável. Com as amarras que uma empresa pública tem, vai ser muito difícil o ajustamento, no horizonte de dois, três, quato anos, a esse novo mundo de open banking e das fintechs. Fica muito difícil em uma instituição ligada a governos acompanhar esse ritmo. Competimos com uma espécie de bola de ferro na canela”, disse durante evento da Associação Comercial do Rio.

O executivo ainda declarou que “a classe política não está preparada” para aprovar no Congresso a privatização, mas que ele tem tentado driblar as imposições legais por meio de acordos com uma “grande empresa de administração de ativos internacional” para cuidar da gestão de ativos. Além disso, o Banco tem vendido suas ações em algumas empresas.

*Com informações do Jornal O Globo


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