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18 de agosto de 2019, 22h07

Presidente do PDT critica projeto de Tabata Amaral e sugere que ela funde seu próprio partido

O projeto de lei, elaborado com participação de Tabata Amaral (PDT), propõe reformar a organização partidária

Reprodução/Facebook

O projeto de lei para reformar a organização partidária, elaborado com participação da deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), recebeu críticas das lideranças de seu partido. Carlos Lupi, presidente da sigla, sugeriu que Tabata aproveite as ideias para fundar seu próprio partido.

“Em vez de ser um Acredito, com seis, sete membros, deviam acreditar mais em um partido, em uma instituição ou quiçá fundar uma”, disse Lupi, pontuando que há 34 legendas com as quais a deputada e demais parlamentares do projeto poderiam se identificar. “Será que nenhum é sintonizado com a ideologia deles?”, questionou.

O projeto de lei para reformar a organização partidária, anunciado na quinta-feira (15), prevê que, para punir deputados ou senadores que contrariem a orientação de suas lideranças em votos, seja necessária a autorização da maioria absoluta dos membros da direção partidária e de dois terços dos membros da bancada.

O documento também sugere limitar o mandato de dirigentes e obrigar os partidos a darem satisfações de suas despesas a partir da submissão à Lei de Acesso à Informação. Lupi afirmou, em entrevista para a Época, que as prestações de conta já estão sendo aprimoradas pelos tribunais eleitorais e interpreta a limitação do mandato como uma “indireta” a ele. “Seria mais democrático e coerente, em nome da renovação, ter limite de mandatos também para deputados”, comentou.

Enquanto a sigla não definir a situação da parlamentar, Tabata foi convidada a migrar para o PSDB. Tabata está ameaçada de expulsão do PDT por ter contrariado a orientação do partido e votado a favor da reforma da Previdência.


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