Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
06 de junho de 2019, 19h48

Presidente do PSL é acusado de usar notas frias para comprovar gastos

Empresas apresentavam documentos mesmo sem prestar serviços ao parlamentar

Bolsonaro e Luciano Bivar, presidente do PSL (Reprodução)

Após denúncias de ter usado candidatas laranjas nas eleições e 2018, em Pernambuco, para cumprir a cota mínima de mulheres no pleito, o deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE) volta ao noticiário por apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Câmara comprovantes de pagamento de empresas que não prestavam serviço e vendiam notais fiscais para terceiros.

A principal empresa que fazia parte do esquema era a ML Serviços de Comunicação, que é de propriedade de Marta Patrícia Heitor Lemos. Ela é filiada ao PSL desde 2013 e através da sua empresa recebeu cerca de R$ 50 mil da Câmara dos Deputados desde 2017 até abril desse ano.

Quem fazia o serviço de assessoria de imprensa para Bivar, no entanto, era Maria das Graças de Lima, que faleceu este ano, e não tinha empresa aberta para emitir notas fiscais e comprava este tipo de documento da ML. “Ela não tinha empresa. Desta forma, eu passava a nota e ela pagava o imposto”, afirmou Marta Lemos ao jornal Folha de S. Paulo.

Outra empresa que teve notas fiscais apresentadas mas não prestou serviço é a Associação Pró Esporte e Cultura, que também pertence a uma filiada do PSL. Giselle Miller do Amaral chegou a ser candidata a deputada estadual em Pernambuco em 2014.

Nas notas apresentadas na prestação de contas do partido consta que a organização promoveu um seminário preparatório para as eleições de 2014, no Rio de Janeiro, no valor de R$ 15 mil. A empresária teria confessado ter passado notas frias para Bivar e participado das eleições de 2014 apenas para cumprir a cota mínima de mulheres do partido.

O PSL, partido fundado por Luciano Bivar, era conhecido como um partido nanico até a filiação de Jair Bolsonaro. Em 2006 o deputado pernambucano se lançou candidato à presidência da República e só teve 0,06% dos votos.

Questionado sobre a participação de Marta Lemos no seu gabinete, ele se mostrou espantado ao saber que não era ela que trabalhava diretamente para ele. “Então não era ela que dava o serviço profissional? Então vou ter que despidi-la. Como é que faz isso, meu Deus do céu?”, declarou à Folha.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum