Presidente do PSOL defende interdição após Bolsonaro mostrar cloroquina para ema

Após o episódio, presidente voltou a fazer propaganda do medicamento em live nas redes sociais. Oposição tem questionado a saúde mental do ex-capitão

O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, foi às redes sociais na noite desta quinta-feira (23) para pedir a interdição do presidente Jair Bolsonaro depois que ele mostrou uma caixa de cloroquina para emas no Palácio da Alvorada.

“Não está em seu juízo perfeito. Precisa ser interditado e afastado urgentemente”, escreveu Medeiros no Twitter.

Pouco antes de se aproximar do cercadinho onde ficam seus apoiadores, o presidente foi visto alimentando os animais com pão na tarde desta quinta. De repente, o capitão da reserva tirou uma caixa de cloroquina do bolso e apontou para uma das emas.

Após o episódio, presidente voltou a fazer propaganda do medicamento em transmissão ao vivo nas redes sociais. Além de desprezar a ausência de comprovação científica da eficácia do remédio para o tratamento de covid-19, Bolsonaro também diz que não há comprovação de que o remédio não funcione.

“Acreditamos na ciência, mas não existe comprovação ainda científica, né? Como alguns dizem, não é porque não existe comprovação científica, né? Então, o que acontece… ele não é recomendado e não é também… não é recomendado, também. Nem é e não é. Tá em estudo ainda. Mas mais cedo ou mais tarde vai se chegar a conclusão no tocante a isso. Agora, enquanto não tem um remédio claro para atacar esse problema é válido esse aqui”, afirmou o presidente, em fala confusa.

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